segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Propaganda participatória. Até que ponto vai afetar o mercado publicitário?

Michel Lent Schwartzman escreveu no http://www.clicinterativa.com/:
“Comerciais criados por consumidores ganham cada vez mais destaque na propaganda, que vai ser obrigada a repensar seu modelo.

Deu no BB de hoje: Comercial criado por consumidor é o favorito do Super Bowl no YouTube. O filme foi feito para a Doritos, em uma promoção criada pela marca para atrair comerciais criados por usuários e foi exibido no evento mais caro da TV americana para se anunciar.

A estratégia é cada vez mais usada: ao invés de criar um comercial com todos os riscos envolvidos (custo, má aceitação, etc), a marca convida os usuários para criarem seus próprios filmes que passam por algum tipo de votação popular (mais barata do que qualquer tipo de pesquisa), ficando o mais votado com algum tipo de premiação (geralmente ridiculamente mais barato do que pagar a produção de um filme).

A primeira vez que eu vi isso, foi numa ação do browser FireFox, chamada FireFox Flix, acho que em 2005. Eles davam 5 mil dólares para o melhor filme e tiveram dezenas de participantes. Na prática, todos os filmes participantes e concorrentes já eram comerciais produzidos para o cliente e já faziam o trabalho de propagar o produto. Ou seja, uma campanha com dezenas de filmes, por 5 mil dólares. O único preço a se pagar aqui: a coragem pra colocar na rua filmes de pouca “qualidade” (totalmente subjetivo). Mas por que não arriscar, se não há custo de veiculação?

Muitas outras iniciativas como essa seguiram depois, eu mesmo tendo pilotado uma das primeiras no Brasil para BenQ com a 10’Minutos.

Acontece que o comercial do SuperBowl mais votado de ontem, ganhador da promoção de Doritos, não é simplesmente um filme feito por um “consumidor”. É um comercial perfeito, bem filmado, editado, finalizado. É um trabalho profissional, feito por alguém que entende do assunto e tem preparo.

Um filme que, por acaso, não saiu de nenhuma agência contratada pelo cliente, mas da multidão de "proams" (profissionais amadores) que está aí fora e que, agora com a internet, começa finalmente a ganhar espaço para mostrar o seu talento.

É o que já vem acontecendo há muito com a música e os artistas que simplesmente se lançam sozinhos ou através de sites como o SellABand.com nos Estados Unidos. A mesma lógica dos diretores, que agora lançam suas mini-séries no YouTube, como Chad Vader e até mesmo a turma do Tapa na Pantera. O mesmo vale para os autores, que lançam seus livros através do chamado “self-publishing” em sites como o Lulu.com.

É a lógica da democratização da produção e dos meios de distribuição que agora começa a chegar na publicidade. Comercial produzido por consumidor? Não. É um comercial profissional, produzido por profissionais que simplesmente tiveram oportunidade para se fazer notar outra forma, muito mais democrática.

A produção e o acesso democratizado ao conteúdo têm colocado em cheque empresas e mercados até então estabelecidos, como a Blockbuster (x Netflix), a Barnes & Noble (x Amazon), o CD (x iTunes Store e a pirataria).

Fica então a pergunta: se os clientes podem conseguir de forma muito barata material de ótima qualidade criativa (segundo o voto popular), em que medida isso vai afetar o mercado publicitário?”

Reforço a pergunta: Até que ponto a propaganda participatória vai afetar o mercado publicitário?

Fonte: MMOnline

16 comentários:

yanjunj disse...

This is very nice blog. do you konw Mozilla Firefox web browser?I really loved it,I hope you may want to download and try. thank you.

ROJAS disse...

Na verdade, acho que a pergunta é: quem, além dos publicitários, realmente participa desses concursos?

Talvez chamar os participantes dessas promoções de consumidores (no sentido real da palavra) seja exagero. Posso estar equivocado, mas...

Anônimo disse...

que post chato!

Marcelo Santos disse...

Acredito que vai afetar diretamente os "castings" criativos das grandes agências, formados por profissionais "popstars", às vezes supervalorizados.
Com essa tendência dá pra perceber quem tem muita gente boa por aí, longe dos holofotes, esperando por uma oportunidade para mostrar seu trabalho. Essa oportunidade chegou!

Abraços!!!

luisão disse...

Concordo com o Marcelo. Essas panelinhas e esses altos salários estão com os dias contados.

flaconete disse...

O mundo tá mudando. A internet/interatividade está aí para mudar tudo. Abramos os olhos!

Leandro Dib disse...

Acretido que não afeta em nada.

Como foi citado isso ja existe no cinema e na música. E por que não na propaganda?

Acho uma boa oportunidade pra gente mostras nosso trabalho pras grandes agências. Assim como os produtores de tapa na pantera e os musicos citados no blog.

Fabiana disse...

Acho que isso é modismo. Não afeta nada. Apenas abre mais espaço.
Bjos

maxx disse...

Rojas,

tb acho que a maioria que participa desses trabalhos são publicitários. Para mim, pouco muda isso. A não ser a necessidade de termos mais gente estratégica no comando dessas promoções.
[]s

ROJAS disse...

Exato, maxxx...

Acho que a única questão realmente mutante é a de que, cada vez mais, a criação está perdendo a áurea de "único setor criativo da agência".

Planejadores e "mídias" participam cada vez mais. Isso, sim, é mudança.

Fernando Almeida disse...

É isso aí, Luisão. O negócio é ninguém ser valorizado e todo mundo passar a ganhar pouco. É disso mesmo que a profissão está precisando!!!
Ô, inveja. Quer todo mundo na mesma m. em que ele está...

Propaganda participativa é ótimo. Vamos fazer a medicina participativa também. Você mesmo se opera. Se não der certo, não pode reclamar, foi você que fez! Gênios...

Fernando Almeida disse...

Rojas. Mídia criativa é ótimo. "Tive uma idéia: e se ao invés de fazer o anúncio 26 X 20 a gente fizesse 38 X 51?" "Mas o tamanho da revista é 26 X 20!!" "Pare de me podar!!"

E é "aura", não "áurea". Áurea é a lei da Princesa Isabel, lembra? Não? Deixa pra lá...

Anônimo disse...

que merda! esses dois bundões nem escrevem mais!!!! é a festa do recorta e cola!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

chato, chato, chato, chato!!!!

fedayin disse...

Ora, ora...

as agências mais do que nunca agora vão procurar assessorar o cliente e os participantes e certamente o grupo dos publicitários deixará um pouco de ser uma mera patotinha.
Além do mais será mais fácil arranjar voluntários para realizar promoções e encontrar gente criativa.

Vanessa disse...

Acredito que estamos na geração conteúdo mesmo! Ou ficamos de olho em gerar publicidade dentro de conteúdo para o usuário ou o mercado decaíra!
Que venha a conversão e a interatividade! Parabéns pelo blog!
beijos