quarta-feira, janeiro 24, 2007

Parabéns, São Paulo. Parabéns, Famiglia


Por Raul Otuzi

Amanhã é aniversário de São Paulo. E nessa data temos sempre mil homenagens à cidade, óbvio. O que gostei dessa peça criada pela Famiglia é que ela consegue ser muito mais do que uma simples adulação à terra da garoa.

Essa peça consegue parabenizar o paulistano, propor uma reflexão acerca da publicidade ao ar livre e, ainda por cima, exercer uma importante função social: "Tomara, mas tomara mesmo, que nos próximos anos o paulistano comemore uma cidade nova de verdade." Red.: Samir Mesquita. Dir. arte: Juliana Pontual.

Parabéns, São Paulo. Parabéns, Famiglia.

14 comentários:

Daniel K. disse...

A peça não é meio pretensiosa??

Jones disse...

Sensacional esse ponto de vista.
Esse lado da publicidade é muito valioso!!!!

mi disse...

Pretensiosa? De maneira alguma! A Publicidade tem que questionar, instigar, colocar coisas importantes em questão além de "me leva" e "me compre".
Parabéns aos criativos.

jaimeohana disse...

D+++++++...

Osmar disse...

mto bom, oportunista...
faz o papel social e nao deixa de dar akela "cutucada"...
parabens para os criadores...

Rafael Amaral disse...

Genial!

Anônimo disse...

gostas de uma cutucada?

Fernando Ramires disse...

Boa peça. O que eu acho mais errado na (não) lei de mídia exterior é por não respeitar a Central do Outdoor, ou tentar realmente criar algo que organize melhor a utilização de espaço público.

Mas, infelizmente, os governos PSDBístas conseguem um jeito de 'limpar' a cidade da poluição visual social: constroem rampas sob pontes e impedem o banho em fontes públicas. Esse é um dos poucos lugares do mundo que eu vejo coisas desse tipo acontecerem.

Parabéns pelo blog, visitarei mais vezes. "Temos" um parecido, se puder (e quiser) visitar, . Até mais.

Tarzan ® disse...

Muito boa a peça.
Não sou de São Paulo mas acho essa lei de uma besteira sem tamanho.
Pode até ser que a cidade precise de menos outdoors mas seria melhor rever a quantidade e os locais do que simplesmente tirar tudo e acabar com um segmento que é importante pra varios profissionais e empresarios que usam esse tipo de midia.

Parabéns aos criadores da peça.

Ronaldo Viana disse...

achei perfeita! tem coisa mais urgente a se fazer alem de limitar a propaganda em sp ne...

erebo disse...

A sacada da propaganda é excelente. Sem dúvida. Também não há dúvida de que há mais problemas a serem discutidos além da retirada de outdoor das ruas, mas as coisas acontecem uma de cada vez. E uma já foi.

Não acredito que seja possível organizar de maneira seletiva esse tipo de publicidade, porque não será possível a fiscalização. Proibindo-se, evita-se o abuso. E, acreditem, só sairemos ganhando - como anunciantes e como consumidores. Não é possível comparar o ganho em termos de conforto visual que podemos obter sem os cartazes com qualquer outro benefício que eles possam proporcionar.

Fernando (Ramires), talvez não aconteça em outros lugares do mundo porque nesses lugares as pessoas respeitam leis, o que não é o caso do Brasil. Citando um caso que me impressionou em Ribeirão, vejam o absurdo da campanha do Savahna e da Unaerp (milagrosamente retirada das ruas), com painéis gigantes, pois o formato atual já não chama mais a atenção. Não tem jeito, o Estado, por vezes, tem que ser uma "mãe" com o filho desobediente: "se não sabe brincar, fica sem o brinquedo".


O caríssomo Tarzan talvez deva voltar pra floresta e rever seus conceitos. Você falou bem quando disse que é uma mídia importante para "profissionais" - os puplicitários e os "empresários". Quem sai perdendo é o cidadão. Mas isso é que deve ser "besteira", não?

Aos comentaristas de plantão: um parabéns pelo assassitano da língua com os "+++++++" e o doído "aKela".

Fernando Ramires disse...

Erebo, respeitosua opinião, mas discordo totalmente. Eu também sou a favorde uma regulamentação, do cumprimento e fiscalização de outdoors, para que tudo esteja de acordo.

Vejapor exemplo as esquinas de Nova Yorke, as luzes de Las Vegas, os luminosos de Tokyo. Em São Paulo, isso também já faz parte da vida docidadão, não por costume, mas por referência, por gosto.

Eu poderia complementaro seu exemplo da criança e do brinquedo: Os pais tiram o brinquedo da criança por não serem capazes de supervionarem enquanto elas brincam.

Até mais.

Habermas disse...

Há trinta anos que as empresas de outdoor tem a chance de regulamentar seu uso, e só fizeram aproveitar selvagemente o espaço publico para ganhar mais dinheiro.
Agora que a lei pegou e a cidade ficou mais bonita, é que levantam a discussão da questão "social".
Que agilidade ...

Anônimo disse...

parabens,achei muito criativo,nota 10