sexta-feira, março 17, 2006

Ele EhDUCA - parte 2.













Talento não se compra nem se empresta. Talento, ainda que escasso, na sua forma bruta pode ter pouca valia. Por isso, ele precisa de mãos hábeis que o forjem como se forja uma frase: letra a letra, sílaba a sílaba, palavra a palavra.

João Carrascoza é um destes artistas raros. Profissional minucioso, escritor completo. E que ainda consegue encontrar tempo para ensinar e forjar novos talentos, na academia e no mercado.

Estamos muitos felizes com o privilégio de termos este profissional tão importante na primeira entrevista do EhDUCA.

Obrigado, João! Receba nosso profundo agradecimento. E de todos os nossos leitores também.

Fiquem com a segunda e última parte da entrevista.

Abrimos uma nova seção com chave de ouro. Entrem e leiam à vontade.

Um abraço a todos.

Henrique Tucci e Raul Otuzi.



O que alguém precisa saber para ser um bom redator? O que deve ler e o que deve aprender?

É necessário, fundamentalmente, ver além da publicidade. Eu diria é que preciso se entregar à vida e ser humilde o suficiente para compreender as razões do outro, não só para ser um bom redator, mas para ser uma pessoa integral. É preciso aprender a se refinar, a ler o que está por trás do véu das aparências.

Quais são os livros obrigatórios na publicidade e fora dela?

Os clássicos-clássicos da literatura universal e os clássicos-contemporâneos.


Você já trabalhou em empresas regionais, nacionais e atualmente está em uma internacional. Qual é a diferença entre estes três mundos?

É o mesmo mundo. Em algumas empresas há menos procedimentos e mais níveis de tramitação de idéias. Em outras, há mais afeto e menos profissionalismo. Claro, há diferenças de metodologia, de foco, de concepção do negócio publicitário. Mas o que interessa mesmo é a visão de mundo das pessoas que atuam nesse exíguo corredor.


Como é criar para clientes internacionais? O alinhamento da comunicação dificulta o trabalho da criação?

Por vezes, dificulta, porque a moldura publicitária se estreita: por vezes temos de fazer uma campanha que seja entendida pela mulher brasileira e pela búlgara, embora elas vivam em sociedades com valorações diferentes. Mas, por outro lado, ajuda, porque nos desafia a perseguir soluções simples, e são elas que tocam as pessoas aqui ou em qualquer parte.


Fale um pouco sobre o seu processo de criação. Você usa referências? De que tipo? Como você trabalha em dupla?

O processo de criação é algo fascinante. Todo seu repertório cultural conta na hora de criar. Referências das mais variadas são matéria-prima básica para um produto criativo diferenciado. Mas não adianta ter um manancial de discursos se não se treina associá-los de forma inusitada.


Todo criador quer ser diretor de criação? O que é preciso para ser um bom diretor de criação?

Uma visão de mundo rica, multifacetada e tolerante para com as diferenças, amplo background cultural, conhecimento pleno da indústria publicitária, sensibilidade para gerenciar pessoas, talento para incentivar, ensinar e compreender o ser humano.


Apesar de mais famoso pela publicidade, sua produção literária também é bastante premiada nacional e internacionalmente, qual é o trabalho que lhe dá mais satisfação?

Ambos me dão prazer e a mistura dessas águas é produtiva, pois uma fecunda a outra com seus diferenciais criativos. Mas há uma diferença: a publicidade tem sido meu projeto profissional, juntamente com a academia, nos últimos vinte anos, e pretendo continuar mais tempo nela. A literatura, todavia, é meu projeto de vida.


Você é um dos autores considerados como uma grande revelação da ficção nacional. Quais são suas dicas para quem também quer se tornar um escritor?

Paixão e disciplina, talvez não nessa ordem.


O que podemos perceber é uma geração que apresenta cada vez mais dificuldades com a redação, em todas as áreas. Como você vê os novos profissionais que estão chegando ao mercado? Você também acha que existe uma carência de bons redatores?

Essa carência sempre existiu. Até mesmo entre os bons redatores publicitários, há aqueles que se escondem atrás dos revisores das grandes agências. Não é fácil fazer um texto redondo, persuasivo, sedutor. Mais do que se instrumentalizar pela escrita, o redator precisa se banhar na vida e refinar seu olhar. É a sua ótica, o seu jeito de ver, que põe em pé seu edifício de palavras.


Qual será seu próximo lançamento – didático e literário?

O novo livro de propaganda será menos apolíneo que os demais, porque desejo adotar um estilo mais dionisíaco. No campo literário, teremos vários lançamentos: um deles será uma reunião de contos de meus cinco livros de histórias curtas, além de inéditos; outro será a edição de uma novela juvenil e também teremos a publicação de minha adaptação de “Pollyanna” para crianças.


Para finalizar, duas perguntas que são a essência do nosso Blog: o que é duca para você? E o que educa?

Brincadeiras à parte, duca é o que de fato educa sem a gente perceber, sem a gente impor, já que educar é desenvolver as potencialidades humanas. Assim como a frase de Guimarães Rosa: “ensinar de repente é aprender”.

Afinal, o texto salva ou não salva?


Por Raul Otuzi

O anúncio aí de cima, com uma foto tão esdrúxula, faz parte da campanha da Leo Burnett para vender o Curso para Redatores da Miami Ad School. Lembram-se do título-conceito, né? "Só um título genial consegue salvar este anúncio." Red.: João Caetano Brasil. Dir. arte: Airton Carmignani e Henri Honda.

Agora, os três anúncios aí debaixo da Almap para o Art Directors Club propõem o inverso: "Quando o visual não ajuda, não há texto que salve." Red.: Sophie Schönburg. Dir. arte: André Laurentino. O segredo? Em vez de fotos excêntricas, fotos de produtos detonados (e de um transformista) e textos de anúncios classificados cheios de elogios, ou seja, em contraste com a imagem mostra a tentativa de se vender gato por lebre.

VENDO APTO.
Estilo loft (sem paredes), prédio tombado, vizinhança animada, preço abaixo da avaliação. Ótimo negócio. F.776-0800


VENDO CARRO.Único dono. P/colecionador. Tudo original.
Nunca foi ao mecânico. Ligue agora!F.776-0800


LOIRA MANHOSA. Olhos verdes, boca carnuda, corpo escultural,
1,80 de curvas. Fogosa e carinhosa. Sigilo total. F.776-0800

"Quando o visual não ajuda, não há texto que salve."
"Só um título genial consegue salvar este anúncio."
Duas frases aparentemente contraditórias dentro do seu contexto fazem todo sentido.
Nada de novo: só uma grande idéia salva.

quinta-feira, março 16, 2006

Com essa foto a Leo Burnett vendeu...


Curso para Redatores da Miami Ad School

Manel Rolim já havia contado, e é isso mesmo. O título é genial: “Só um título genial consegue salvar este anúncio.” Título genial, conceito idem.

Agora vamos às mais criativas na nossa opinião. Pela ordem:

"Na verdade, era um formando dançando em um baile, uma bandeja na vitrine, duas xícaras em um café da tarde, o mar das Filipinas, alguma montanha no Paraná e o céu, bem, isso ninguém lembra."
Novo Photoshop. Tudo o que você imaginar.
Criação do Caneta Bic. Grande sacada, título genial. Parabéns, Bic.

"Por que as marés estão subindo tão rapidamente?"
Leia na Superinteressante de março.
Criação do Insomniac. Ótimo título. Nem precisou levar em conta todos os elementos da imagem para mandar bem. Valeu, Insomniac.

"Os cariocas gostam de água NO café."
Faça das enchentes história. Vote César Maia 2008
Criação da dupla Andre/Said. E para ficar ainda melhor, poderiam fazer uma pequena mudança: faça das enchentes águas passadas. Bela idéia, Andre/Said.

Menção honrosa:

"Às vezes um espacinho assim não é suficiente para contar o que você precisa."
E-mail do UOL. Agora com 2 giga de espaço, para você não ter que economizar na conversa.
Criação do Estagiário, que teve olhos atentos a todos os detalhes da foto. Como ele mesmo disse levou em conta o box que, afinal, está na imagem e pode ficar sem sentido, dependendo da idéia. Valeu, Estagiário.

E valeu, galera. Obrigado a todo mundo que participou.
Semana que vem, tem mais.

Abraços,

Raul Otuzi e Henrique Tucci

quarta-feira, março 15, 2006

Frases infelizes, conceitos mais que felizes

















Por Raul Otuzi

Mais um exemplo de como o mesmo princípio criativo (nesse caso, frases que pessoas famosas supostamente disseram antes de fazer uma grande besteira) serve para vender dois produtos totalmente distintos.

O segredo está no talento de enxergar um conceito inteligente, bem-humorado, por trás dessas frases. Amarrar a idéia, como vulgarmente se diz.

A primeira campanha é de 99, da Almap para o Art Directors Club. A frase do primeiro anúncio é atribuída a Roberto Baggio, final da Copa 94. A segunda de Mia Farrow, Nova York. A terceira é de Hugh Grant, Beverly Hills. E a última de Donald Trump, Nova York.
Conceito: "De boas idéias o inferno está cheio. Venha ver as que deram certo." Texto: "Mostra Prêmios Internacionais. Av. Angélica, 1900 – de 9/3 a 17/4." Assina: Art Directors Club N.Y. in Panamericana. Os melhores trabalhos de propaganda e design do mundo. Red.: Sophie Schönburg. Dir. arte: André Laurentino.

A segunda campanha é atual, da DPZ para o papel higiênico Neve. Não tem assinatura nas frases. Conceito: "Esteja pronto, sempre pode dar caca." Assina: Papel Higiênico Neve. Mais absorvente, mais resistente, muito mais macio. Red.: Fernando Rodrigues. Dir. arte: Fernanda Fajardo.

Resumo da ópera: até as piores bobagens já ditas podem virar grandes conceitos. Basta lapidar. Sempre.

terça-feira, março 14, 2006

Com essa foto dá pra vender o quê?


O que é possível vender com uma foto tão esquisita como esta? Crie um anúncio a partir desta imagem. Para quem não conhece, quinta-feira, a gente publica o anúncio original na íntegra. Sirva-se de boas idéias, e mande pra cá.

Short List - Rita Guedes na Playboy

Apressado come cru.
Rita Guedes, 14 anos de espera. No ponto.

Depois desse ensaio, a Anja vai ser promovida:
Santa Rita de Cássia.

Cometemos um pecado por você.
Tiramos a roupa da anja.
Rita Guedes a "ANJA" de alma gêmea na Playboy.

Ei diabinho! Vai uma anjinha aí?
Rita Guedes, a "anja" de Alma Gêmea, mostra a graça e esconde as asas na edição de Março.
Playboy

Você nunca rezou tanto para esse dia chegar.
Rita Guedes - A Anja de Alma Gêmea
Playboy

E não é que os anjos têm caracóis louros mesmo?
Rita Guedes, a Kátia de Alma Gêmea, na Playboy de Março.

Rita Guedes, A Anja de Alma Gêmea, do jeito que o Diabo gosta.
(Nota EhDUCA: frase afirmativa, sem ponto de interrogação no final, ok?)

Aleluia!
Rita Guedes. Finalmente, nua.
Amém.

Não perca o fim da novela.
Rita Guedes, até que enfim, na Playboy.

Por 14 anos, ela nos deu as costas. Finalmente, liberou o resto.
Rita Guedes, da novela Alma Gêmea, finalmente na Playboy

De Anja ela não tem nada.
Rita Guedes - A Anja de Alma Gêmea
Playboy

segunda-feira, março 13, 2006

O melhor anúncio de Veja


Por Raul Otuzi

Anúncio da Talent para a Linha Frost Free da Brastemp. A pegada criativa está na imagem inusitada de vários halteres dentro de uma geladeira. A idéia é representar a força que se tem que fazer para limpar uma geladeira ‘normal.’ O título reforça: “Malhar é bom na academia. Não na cozinha.”

Ou seja, o objetivo do anúncio é vender a praticidade, comodidade e facilidade de limpeza da Linha Frost Free. Veja o texto: “Quem tem que decidir a hora de limpar a geladeira é você. Não a geladeira. Linha Frost Free Brastemp. Não precisa apertar o botãozinho. Não forma camada de gelo. Não precisa descongelar nunca. É assiiim... uma Brastemp." Assina: “Brastemp. Seja autêntico.”

Comunica de forma clara e autêntica. Mas para ser sincero, acho que a direção de arte ficou devendo um pouco.

sexta-feira, março 10, 2006

Ele EhDUCA!













João
Anzanello Carrascoza

É com grande orgulho que apresentamos a primeira entrevista do EhDUCA. E como a ocasião pede, o convidado é muito especial. Para nossos alunos, ele é um velho conhecido. Redator brilhante e autor de alguns dos principais livros sobre redação publicitária em língua portuguesa, é referência obrigatória em nossas aulas. João Anzanello Carrascoza nasceu em Cravinhos, começou a trabalhar em nossa região e passou por algumas das maiores agências do Brasil. Atualmente, é redator da JWT e professor de redação publicitária na ECA (USP), onde recebeu o doutoramento. A cansativa rotina dividida entre o trabalho na criação e as aulas na faculdade não é fácil. Nós também a enfrentamos diariamente e podemos dizer: não é fácil! Ainda assim, Carrascoza encontra tempo para exercitar sua paixão pela escrita com poemas, romances e contos. Este profissional completo sabe como ninguém reunir com palavras razão e sensibilidade.

Com vocês, a primeira parte da entrevista com o publicitário João Carrascoza.

Aproveitem. Esta entrevista também EhDUCA.



Como você se interessou pela propaganda?

Adorava ver telenovelas, desde menino, em Cravinhos, porque era um tipo de folhetim, um oceano no qual afluíam várias histórias. E histórias sempre me fascinaram. Entre uma parte e outra de cada capítulo, eu assistia com atenção aos comerciais de TV e via neles também histórias contadas em 30 segundos. Esse formato compacto de narrativa, somado ao fato de meu pai ser um comerciante, me levou a ter um interesse maior por algo que associava o comércio à fabulação. Ou seja, a publicidade.


Você estagiou na antiga MPM de Ribeirão Preto e também trabalhou em grandes agências como Young&Rubicam. O que foi mais importante: a experiência profissional ou a formação na ECA?

Ambas foram essenciais para meu desenvolvimento profissional. Na universidade, mergulhei no pensamento complexo, aprofundei os conhecimentos técnicos e consolidei minha visão humanista da comunicação. A praxis nas agências de propaganda me proporcionou agilidade na busca das soluções, flexibilidade no discurso, e me fortaleceu a musculatura criativa.


Recentemente, o Francucci, ganhador do Caboré, disse que achava que não faria faculdade de propaganda, que faria filosofia, por exemplo. Como professor, o que você pensa a respeito? E como publicitário formado, sua opinião muda?

A faculdade de comunicação é importante para que o aspirante à carreira tenha uma formação humana, habilite-se intelectualmente para compreender o alcance de seu trabalho, inteire-se dos conceitos artísticos da vanguarda. Mas, claro, não basta fazer um curso superior de comunicação para ser um bom publicitário. É necessário uma imersão na vida cultural, um aprofundamento filosófico, uma postura ética permanente.


Além de grande redator, você dá aula na ECA para estudantes de terceiro e quarto anos. Como são essas aulas?

Procuro dosar uma parte de teoria, com aulas expositivas, a uma parte prática. Mas não unicamente com material publicitário, já que o universo da propaganda é muito auto-referencial. Busco injetar exercícios de sensibilização criativa, desbloqueio, dinâmicas em grupo, valendo-me de literatura, música, cinema, TV, internet, enfim, o que está à disposição no espesso caldo da cultura universal.


Dê um exemplo concreto de como uma referência cultural ajudou na solução criativa de um briefing.

A campanha “Azarados” para os lenços de papéis Klennex, feita na JWT, vencedora de dois Leões de Ouro em Cannes, ano passado, nas categorias filme e press&poster.






















Anúncios da campanha "Azarados"


Certa vez você disse em uma entrevista que sempre te incomodou muito a distância entre a academia e o mercado profissional. Os seus livros são uma contribuição para diminuir essa distância. Mas o que mais você acha que pode ser feito?

O que precisa ser feito é estimular gente de ambos os lados a atravessar a ponte e conhecer a realidade complementar que cada um, em separado, está vivendo. Isso pode se concretizar por meio de inciativas de aproximação, como acordos empresariais, palestras lá e cá, parcerias institucionais, programas de estágios, visitações e projetos bilaterais.

Como você venderia a Rita Guedes na Playboy?


Rita Guedes, que interpreta a Kátia na novela Alma Gêmea, é a estrela de março da Revista Playboy. E se você tivesse que ter uma grande idéia para o anúncio/pôster de divulgação da revista, hein? O que você criaria?

Para te dar um insight: Rita Guedes tem 34 anos e várias vezes recusou posar nua. Ela: “...foi uma negociação de 14 anos. A primeira vez que fui convidada eu tinha 20 anos. Hoje estou mais madura. Posso dizer que estou preparada física e psicologicamente para posar.” Como tema, o ensaio foi em um estúdio de fotografia e cinema dos anos 40.

Para você se inspirar mais, veja alguns anúncios de Playboys antigas:

quinta-feira, março 09, 2006

Com essa foto a Scholz & Friends de Berlin vendeu...


LidoPosterine.

Remédio para hemorróida. Imagem perfeita, sem dúvida. Assina: "LidoPosterine acaba com a dor da hemorróida." Said foi na mosca. Ele postou:

“Você não precisa se sentir assim sempre que precisar ir ao banheiro.”
Hemovirtus
Bingo, Said! Agora vamos às soluções mais criativas. Pela ordem:

"Com o alcoolismo é assim: um fogo leva ao outro."
Ligue para o A.A.- Alcoólicos Anônimos.
Criação do Motumbo. Dispensa maiores comentários. Bela sacada, explorou o duplo sentido da palavra fogo e o conceito de sucessão, de circularidade, de círculo vicioso. Parabéns, Motumbo!

“Sua empresa sem liderança.”
Catho Educação Executiva. www.catho.com.br
Criação do Eduardo Cavalheiro. Idéia inteligente. Uma empresa não é só um grupo estático de pessoas, tem que queimar a cabeça e fazer funcionar. A imagem dos fósforos não queimados passa a idéia de latência, de empresa parada. E um grupo sem liderança é isso, fósforo sem fogo. Grande Eduardo.

“Nem sempre14 cabeças trabalham melhor do que 4.”
Novo Fogão Continental. 4 cabeças para você descansar a sua.
Criação do Renato Brito. Ressalta a tecnologia e potência do fogão. Dispensa a utilização de um sistema antigo (riscar fósforos). O fogão é automático, descansa a cabeça, passa um ar de solução para a cozinha. Congratulações, Renato.

Menções honrosas:

"É a sua relação que tem que pegar fogo.”
Evite o atrito. KY. Lubrificante íntimo.
Anúncio de página inteira dentro da revista - G MAGAZINE.
Criação do Duda Oliveira. Valeu, Duda. E valeu por tantas idéias postadas.

"Um é pouco. Dois é bom. Mais que isso é fogo."
Swing house Fogo no Facho. Incendeie seus desejos.
Criação do Rafael Perez [natal/rn]. Beleza, Rafael. Voltou a participar e já emplacou mais uma.
Só sugerimos uma alteraçãozinha: "Um é pouco. Dois é bom. Mais que isso PEGA fogo."

Obrigado, galera. Dá vontade de postar e comentar mais uma monte de idéias bacanas. Mas o espaço é curto e o tempo idem. Antes um comentário final: Chico, continue participando. Você tem enviado coisas bacanas, só precisa exercitar, lapidar mais.

Até semana que vem. Abraços,

Raul Otuzi e Henrique Tucci

Anúncio para o Dia da Mulher























Por Raul Otuzi

Ok, eu sei que o Dia da Mulher foi ontem e que hoje o assunto já está ultrapassado. Mas eu não poderia deixar de publicar esse seqüencial de 4 páginas que a agência Versátil, dos meus alunos do 4º ano B da Barão de Mauá, apresentaram na aula. Gostei bastante. Aliás, todas as agências ontem me entregaram grandes trabalhos. Parabéns a todas.

Nesse anúncio, nas três primeiras páginas, temos fotos de Hitler, Sadam e Bush (um em cada) e o mesmo título: "Por um cromossomo, a história poderia ser outra." Daí vem a quarta página com um mosaico de fotos de várias mulheres, famosas ou não, e a assinatura: "8 de março. Dia internacional da sensibilidade. Versátil Propaganda."

Belíssimo anúncio. Segundo a agência, para ser publicado na revista About. Criação do Marcelo Antonio, Marcelo Bocardo, Matheus Arcaro, Roberta Poleti e Rony Neves. Muito bem, versáteis!

quarta-feira, março 08, 2006

O melhor anúncio de Veja


Por Raul Otuzi

No post abaixo, comento a origem do posicionamento do Estadão, um jornal com mais conteúdo, para pessoas mais inteligentes, que pensam grande.

Ótimo. Mas depois de 10 anos, como evoluir esse discurso? Com criatividade, claro. Tudo está na forma de dizer. Hexa é uma palavra difícil? Então traz a 6ª estrela pra cá, Brasil. Esse é o tema que a Africa criou para a campanha da Copa para a Brahma.

O jornal de quem pensa grande é besta, comum? Então vamos substituir o grande pelo aumentativo ÃO e... pronto: temos muito mais pegada, personalidade.

Após 3 semanas de teasers, onde só se lia um emblemático “Pense ÃO”, a revista Veja dessa semana finalmente veio com a revelação. O título é provocativo, faz pensar de que lado você está: “TEM GENTE QUE PENSA INHO. TEM GENTE QUE PENSA ÃO.”

A imagem-chave traz a escritora Fernanda Young apoiada no gigantesco aumentativo. E o texto explica: “Inho é motoserra. Ão é preservação. Inho é invasão. Ão é ajuda humnitária. Inho é ter inveja. Ão é ser do bem. Inho é estresse. Ão é feriadão. Inho é o tédio. Ão é a adrenalina. Inho é imitar. Ão é criação. Inho é modismo. Ão é ter estilo. Inho é o reclamão. Ão é o otimista. Inho é subornar. Ão é ser cidadão. Inho é fugir da raia. Ão é encarar discussão.” Assina: Estadão. “O jornal de quem pensa ÃO.”

Para mim, inho é ter preguiça de pensar. ÃO é querer fazer sempre o melhor. E para vocês, o que é inho, o que é ÃO?

É melhor você começar a ler o Estadão


Por Raul Otuzi

Nos anos 90 o Estadão tinha um sério problema– estava perdendo vendas e classificados para o seu principal concorrente, a Folha de São Paulo. Enquanto a Folha assumia um ar de leitura essencial e moderna com seu slogan 'não dá pra não ler', o Estadão estava associado à coisa antiquada e à sisudez.

Após uma pesquisa, a Talent identificou que os leitores do Estadão eram mais preocupados com a qualidade da informação e com o conteúdo. Bingo! O jornal era considerado mais difícil de ler por ser mais profundo.

Daí nasceu a fabulosa campanha mostrando os não-leitores do Estadão como pessoas vazias, sem conteúdo algum. O anúncio aí de cima, por exemplo, é de 1995 e tem o título: "Eu vou para a Disneylândia, mas não quero ir com esse tal de Orlando." O tema, que virou bordão, era genial: 'É melhor você começar a ler o Estadão.' Assinatura: "Estadão. É muito mais jornal."

terça-feira, março 07, 2006

Com essa foto dá pra vender o quê?


Depois de uma semana ausente por causa do carnaval nosso desafio de criatividade volta com tudo. O que é possível vender com uma foto tão prosaica como esta? Crie um anúncio a partir destes palitos de fósforos. Para quem não conhece, quinta-feira, a gente publica o anúncio original na íntegra. Mande sua idéia. Arrisque-se.

segunda-feira, março 06, 2006

A melhor campanha do verão 2006


Por Raul Otuzi

Não faz muito tempo Dove era apenas sinônimo de sabonete com 1/4 de creme hidratante. Mas como o mundo muda, criou novas linhas de produtos e evoluiu a sua comunicação, apostando em uma campanha ousada, emocional, voltada para promover a auto-estima das mulheres. Assim nasceu a campanha pela Real Beleza. (www.campanhapelarealbeleza.com.br)

Um conceito corajoso, inovador, que utiliza mulheres comuns, de todos os tipos, formas, cores e tamanhos para a divulgação da marca. No verão passado, o tema explorado foi: "Porque o sol nasceu para todas."

Nesse ano, o tema virou slogan e entrou no ar a Campanha Verão Sem Vergonha Dove. No carnaval, tive a oportunidade de ver inúmeros outdoors e painéis próximos às principais praias do litoral norte paulista incentivando a mulher a deixar a vergonha de lado e aproveitar o sol. Um arraso. Uma carta de alforria para todas as mulheres curtirem o verão sem se preocupar com os padrões de beleza estabelecidos. Um convite irresistível à individualidade e beleza de cada uma.

Realmente é uma campanha belíssima. Para mim, a melhor deste verão. Inclusive pelo uso da Internet. Nela, aconteceu o concurso cultural "Mandamentos para Um Verão Sem Vergonha". Com frases do tipo "aproveite este verão ao invés de ficar pensando em como você vai estar no próximo," as mulheres eram estimuladas a participar e criar o seu próprio mandamento, concorrendo assim a uma viagem para Fernando de Noronha. Que beleza!

sexta-feira, março 03, 2006

Oui, Oui! Ribeirrón Prretô!













Por Henrique Tucci.

O sotaque ficou estranho, eu sei. Mas é que o anúncio logo acima, com essa pinta toda de estrangeiro, na verdade, é da nossa terrinha. Eu explico. A Bonjour Paris é uma escola de Francês de Ribeirão Preto que levou um leão de prata no Festival de Cannes 2004 com o filme "Ataque Cardíaco", criado pela DM9.

E o anúncio que reproduzimos aqui é parte da campanha criada pelos redatores Demir Karpat Polat e Miguel Benfica e pela diretora de arte Marianna Sá. O título diz: "Você já ouviu falar de beijo americano ou beijo inglês?". E logo abaixo, o curto texto encerra com a assinatura: "Aprenda francês. Bonjour Paris."

A campanha rendeu uma boa notoriedade para o cliente que levou o nome de Ribeirão Preto para o Palais des Festivals. Mas o burburinho maior ficou entre os brasileiros que estavam lá e achavam que a campanha e o cliente eram fantasmas. Agora que você já conhece uma parte da campanha, conheça a Bonjour Paris: www.bonjourparis.com.br.

A campanha fez bonito lá fora. Agora só falta mais pessoas a conhecerem por aqui.

Au revoir.

A ocasião faz a promoção.














Por Henrique Tucci.

Não existem peças de menor importância para o bom criativo. Mesmo pequenos espaços podem ser grandes oportunidades de transmitir a mensagem do seu cliente de forma inteligente e memorável.

A BBDO NY, por exemplo, não deixou passar esta chance de criar uma peça muito criativa para a FedEx, empresa de entregas expressas. A camiseta promocional faz parecer que a pessoa que a veste está carregando um pacote da FedEx. Os criativos conseguiram colocar a marca do cliente em evidência com graça e sutileza.

Grandes agências e clientes internacionais já entenderam a lição. Mas quem trabalha com propaganda no interior do Brasil aprende a enfrentar este desafio diariamente. Os pequenos clientes valorizam cada mala-direta, cada folder e cada centavo. E nós, temos que valorizar boas idéias, sempre.

Dedique mais tempo à criação de cada peça. Com um pouco de esforço todas serão mensageiras eficientes para a promoção do seu cliente.

quinta-feira, março 02, 2006

Entrevista exclusiva. Não percam!

Na semana que vem, o EhDUCA traz a primeira parte da entrevista exclusiva com um dos maiores criadores da publicidade brasileira. Um autor de sucesso, criativo premiado e um profissional que EhDUCA. Aguardem!

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Os 3 Melhores Anúncios de Agências




Os três anúncios de lançamento da Fallon/SP foram os preferidos da galera. Deles, destacamos esse aqui, que segundo o Ramon "...tem aquele certo toque de humor que consegue dar credibilidade a um anúncio e torná-lo sério, penetrante e contundente."

Em segundo lugar, vem o da Almap. Fábio Zanetti comentou: "Direto e fala com quem precisa, o investidor."

Em terceiro lugar, Ronson. Palavras de Eduardo Cavalheiro: "...cumpre um papel que vai além de vender a sua filosofia, ele doutrina."

Valeu pelas participações e opiniões.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Com essa foto a McCann Erickson vendeu...


A Mastercard

Esse é um dos anúncios mais recentes da McCann de Londres para a consagrada campanha 'Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe Mastercard' . Halls Verde acertou na mosca. Ele postou:
"Cruzeiro: R$ 2.500,00
Roupas de banho: R$ 75,00
Snorkel: R$ 30,00
Uma segunda lua de mel: Não tem preço."

Mastercard.

Valeu, Halls! Agora vamos às soluções mais criativas. Pela ordem:

"Água: o melhor para desenferrujar."
Promoção para casais da terceira idade nas aulas de hidroginástica.
Academia Competition.
Criação do Duda Oliveira. Quebrou o senso comum, água é que enferruja. Parabéns, Duda! De novo.

"Achou bonitinho? A mulher dele não viu a menor graça."
Agência de Detetives Peixoto. Onde há fumaça, há fogo.
Criação do Ad Addicted. Enquanto a maioria viu romance na foto, ele viu traição. Bem legal, Ad. Só o slogan está sobrando. Não acrescenta nada e ainda confunde um pouco (fogo X foto aquática). Melhor seria tirá-lo.

"Em um dia você está em cima, no outro você está em baixo."
Jamaica, prazer em dobro.
Criação do Nelson. Valoriza as belezas da terra e do mar da Jamaica ao mesmo tempo em que sugere sexo. E para qualquer idade. Muito bacana, Nelson!

Menções honrosas:

"Desta vez suas férias vão por água abaixo."
Caribe. Uma sensação única.
Criação do André Haram. Chama a atenção com uma expressão que inicialmente tem caráter negativo, mas que associada à foto sugere exatamente o contrário. Valeu, André!

"Para seu relacionamento não perder o fôlego."
Marie Claire. Para mulheres maduras e relacionamentos nem tanto.
Criação do Renato Brito. Slogan muito bom. Caberia aqui apenas escrever o título de outra forma, algo como "Não deixe seu relacionamento perder o fôlego." Para que não fiquem dois 'para' nos inícios das frases, ok?

Obrigado a todos. Continuem participando. Na boa. Reforçamos que esse é um espaço democrático para uma troca de idéias saudável e produtiva. No mais alto nível, sem ofensas.

Abraços,

Raul Otuzi e Henrique Tucci