sexta-feira, maio 19, 2006

Com essa foto a Prolam Young Rubicam do Chile vendeu...


Camisas Columbia.

Título: "Radial Venting. Permite a livre circulação do ar."

O Kadu das Idéia e o Nando Nogueira mataram a charada e mandaram algo no gênero. Kadu:
"Novas camisas porosas Nike. O ar passa direto por elas, para a sua pele poder respirar." Nando: "Deixe o vento passar.T ecidos Dry Fit - Sem atritos."

Bacana. Aliás, dessa vez tivemos várias boas idéias, por isso muitas ficaram de fora. É a vida. Agora as três melhores na nossa opinião, pela ordem, foram:

"Não levanta de jeito nenhum?"
Levitra.
Criação do Kadu das Ideia. Beleza, Kadu! Tá mandando muito bem, parabéns!

"Nova linha de Uniformes Profissionais Alastra. "
Um exemplo de conduta.
Criação do Rodox. Grande sacada, Rodox!

"Novo Palm XPTO. Cabe tudo o que você precisa e ainda cabe no seu bolso."
Criação do Carlos Barbosa. Idéia inteligente. Valeu, Carlos.

E as menções honrosas vão para:

"Já é hora de aprimorar esse discurso engessado."
Puntel Curso de Oratória.
Criação do Matheus Árcaro

"Suas outras roupas não vão aguentar de tanta vergonha."
Lacoste. Incomparável.
Criação do Chico Lucas.

"Novos coletes a prova de bala Slim."
CBC. Cuidando da sua vida.
Criação do Thiago Nascimento

Por essa semana é só, pessoal. Abraços e divirtam-se.

Raul Otuzi e Henrique Tucci

quinta-feira, maio 18, 2006

O discurso de Lula. Pura retórica?


Por Raul Otuzi

Por conta da onda de violência em SP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira: "Não acho que haja um mesquinho nesse país que queira tratar uma questão como essa como eleitoral. Até porque há muitas vítimas. Nessa hora é preciso que a gente feche os olhos para a baixeza e pense na solidariedade de toda a sociedade."

Na quarta-feira, Lula afirmou:
"Quando acontece uma desgraça dessas, começa todo mundo a ter uma solução no bolso do colete: pena de morte, cortar telefone, fazer um monte de coisas. A verdade é que essas pessoas que estão presas, todas elas, a maioria jovens de 20 a 30 anos de idade, a maioria, na década de 80, eram crianças de 4 anos de idade". Se a gente tivesse investido em educação, naquela época, se tivéssemos investido em educação na década de 70, na década de 60, na década de 80 e de 90, certamente, muitos desses jovens que estão presos estariam trabalhando, estariam dando aula ou estariam estudando."

Diante dessas afirmações, fiquei com uma pergunta na minha cabeça que não quer calar. Com esses discursos, Lula prova que:

A) É um mesquinho porque depois de dois dias do que disse, já está tratando essa questão da violência como eleitoral, culpando os governos anteriores.

B) Os governos anteriores são os culpados por essa onda de violência, porque não investiram em educação.

C) Lula é o nosso Presidente da República e não está fazendo campanha nenhuma, só deu a sua opinião e ponto final.

D) O discurso político procura convencer de todo modo, mas diferente do discurso publicitário não precisa de dados concretos para ter credibilidade.

E) Nenhuma das anteriores, esse blog é de publicidade e não tem nada a ver com política.

Respondam, por favor, e me ajudem a tirar essa dúvida. Obrigado.

O melhor anúncio de Veja


Por Raul Otuzi

Mais um anúncio da Almap. Esse faz parte da campanha para divulgar o lançamento do SpaceFox. A idéia é continuar vendendo ‘espaço’, mas agora com ‘design’. Em outras palavras, beleza e conforto, eis o posicionamento do novo carro.

Para isso, eles resolveram falar direto com os solteiros e casados, evocando o estilo de vida de cada um. Tudo para gerar identificação, simpatia, envolvimento e... bingo... vendas!
Quem não viu o teaser on-line www.casadoousolteiro.com.br? Lá, os cenários e as trilhas sonoras mudam de acordo com a tecla clicada: “S”, para solteiros; e “C”, para casados.

Outra estratégia foi colocar metade dos outdoors destinadados aos casados, próximos às escolas; e o restante nos roteiros de baladas.

Mas voltando ao nosso anúncio, a foto é muito bonita, traz o carro em primeiro plano (óbvio!), com um bela lua cheia em frente, junto às luzes da cidade. O título segue a manjada fórmula das alternativas, mas é pertinente, faz um bom jogo de palavras e é bacana: ( ) Família apreciando a paisagem. ( ) Alguém fazendo família. Assina: "Novo SpaceFox. Lindo para quem vê. Gigante para quem anda."

quarta-feira, maio 17, 2006

Em primeira mão: Clio verde e amarelo.


Por Henrique Tucci.

Os vencedores do Clio Awards 2006 já estão no ar. A cerimônia de premiação aconteceu na noite de ontem, em Miami. Estavam inscritos aproximadamente 19.000 peças, de 40 países.

O Grand Clio foi para a campanha Dreams da Wieden + Kennedy de Londres, agência vencedora desta categoria pelo terceiro ano consecutivo.

Entre as campanhas ganhadoras do Hall of Fame para TV/Cinema, a mais conhecida no Brasil é a campanha “Whassup?” para a Budweiser da DDB. Ainda na categoria TV/Cinema, a única vencedora brasileira, com dois bronzes, foi a JWT com os filmes “Children” para “Gun-Free Society” e “Jinxed” para “Kleenex”.

Mais peças brasileiras foram premiadas em outras categorias. Em mídia impressa, prata com a campanha para Kleenex da JWT, peças: “Stuart Sutcliffe”; “John Morell” e “John Styth Pemberton”; e bronze para “Victory” da revista Veja, da AlmapBBDO.

Na categoria “Poster”, temos prata para “Suicide” da AlmapBBDO, cliente – Revista Veja e bronze para “Faith”, também para Revista Veja/AlmapBBDO. E a “See-through” da F/Nazca Saatchi & Saatchi para Fundação SOS Mata Atlântica ficou com bronze nesta categoria. Em “Billboard”, esta mesma peça levou o Ouro e foi nossa única representante laureada.

Em “internet” levamos Ouro com a peça “Run” da DDB Brasil para Companhia Atlética e Prata com “Just in time” também na DDB Brasil, agora para FedEx.

As únicas premiadas brasileiras foram estas. O resultado final para o Brasil ficou assim:

JWT com 1 prata e 2 bronzes;
AlmapBBDO também com 1 prata e 2 bronzes;
F/Nazca com 1 ouro e 1 bronze;
DDB com 1 ouro e 1 prata.

Parabéns a todos os nossos colegas brasileiros vencedores!

Acompanhem a lista completa dos premiados no link: http://www.clioawards.com/winners/index.cfm

Com essa foto dá pra vender o quê?


Vamos lá, grandes criativos do Brasil. O que é possível vender com essa foto? Crie um anúncio a partir dela. Para quem não conhece, sexta-feira, a gente publica o anúncio original na íntegra. Participe.

terça-feira, maio 16, 2006

Deu no The Guardian.












Anúncios mostram estudantes de sucesso e suas conquistas.




Campanha de escolas públicas mexe com o orgulho de Londres.

Por Henrique Tucci.

A profunda crise social que o Brasil viveu nestes últimos dias só serviu para confirmar que não há esperança de justiça sem um profundo trabalho de base, que garanta educação de qualidade para todos, desde os níveis mais elementares. Só podemos falar em equilíbrio social com o equilíbrio de oportunidades. E isto só vai ocorrer quando houver uma grande melhoria em todo o sistema educacional brasileiro, que permita que todas as pessoas estejam preparadas para participar deste mundo cada vez mais competitivo. E assim, também garantam seus direitos. Não de uma forma paternalista, que só valoriza aqueles que se nutrem de publicidade gratuita às custas da incapacidade e do sofrimento de um semelhante. Mas de uma forma que valoriza o cidadão, que aprende a ser autônomo, confiante e possa viver de forma honesta, com dignidade, a partir de seu próprio trabalho. Defendo a igualdade. Enquanto não incluirmos todos em nossa sociedade, seremos todos excluídos da justiça.

Sem o objetivo de nenhuma comparação, acredito que vale a pena ver um exemplo de movimento de valorização da educação. Repito, este é apenas um exemplo de que é possível e necessário cuidar dos nossos problemas a partir da educação, e não uma comparação entre países tão diferentes. Porque acredito que a publicidade tem seu papel. Por isso, ao trabalho, pessoal.

O governo inglês está lançando uma campanha publicitária com o tema “Londres tem orgulho de seus estudantes” para tentar mudar a percepção pública que as escolas estaduais de Londres são de baixa qualidade. Nesta campanha de mídia exterior, o objetivo é mostrar estudantes de sucesso e suas conquistas em diferentes peças que serão fixadas em estações de metrô e envolverão alguns ônibus na capital.

Em cada anúncio, um aluno e suas realizações têm destaque, como Tyrone Ramsey, campeão de basquete na faculdade St. Aloysius, uma escola estadual em Islington. Os protagonistas serão no total oito alunos com destaques em matemática, negócios, esportes e artes.

A campanha, criada pela Leo Burnett, faz parte da estratégia de comunicação de uma ação lançada por Tony Blair para mudar as escolas secundárias e melhorar o sistema educacional da capital inglesa. A estratégia do governo inglês para educação inclui significativos investimentos nas escolas para melhora nos padrões de ensino. E a campanha publicitária pretende utilizar as conquistas dos estudantes como exemplo para que outros também busquem seu caminho para o sucesso. Este programa governamental teve início em 2003 e tem uma programação para cinco anos. De acordo com dados oficiais, os resultados começam a aparecer: o número de alunos com bom desempenho dobrou em relação a 2001.

Agora é com a gente. Vamos sair da inércia e fazer cumprir nosso papel na sociedade. Somos comunicadores, formadores de opinião. Pense com responsabilidade: o que você poderia fazer de produtivo e relevante para resgatar nossa dignidade?

Um abraço!

Tucci

segunda-feira, maio 15, 2006

Dicas do mestre Olivetto


Por Raul Otuzi

Hoje saiu a lista dos convocados do Parreira para a Copa 2006. Isso me fez lembrar de um texto do Olivetto escrito em 1998. São pequenas dicas do grande mestre a respeito de como ser um publicitário de sucesso. Referências culturais, experiências de vida e opinião formada são os principais requisitos. Opinião inclusive para arriscar a escalação da seleção para a Copa de 1998.
O time que WO propunha era uma viagem. Vejam aí, direto do túnel do tempo. Serve como registro histórico e para comparar com o atual time do Brasil (aliás, como você escalaria o seu?). E, mais do que isso, esse texto serve como inspiração para muitas outras coisas...


COMO SE DAR BEM 16/02/98
Washington Olivetto

Outro dia um jovem redator de publicidade - e bota jovem nisso - me perguntou o que fazer para se transformar num publicitário bem-sucedido.
Como essa deve ser a angústia e a pergunta de outros como ele, resolvi listar algumas dicas. Mas aproveitem porque estas ofertas são válidas por tempo limitado.
Quem quer ser um grande criador de propaganda tem de ouvir o CD "Paradiso", do Celso Fonseca, e também os novos CDs da Elza Soares e dos Racionais.
Tem de ir ao cinema assistir ao novo filme do Woody Allen, "Desconstruindo Harry".
Tem de comer pastel de queijo na feira do Pacaembu, beirute no Bambi, agora redecorado pelo Sig Bergamin, e, se a grana der, um polpettone no Vecchio Torino acompanhado de um bom Sassicaia tinto.
Tem de torcer pro Zagallo ter uma crise de bom senso e escalar a seleção com Ronaldo, Zé Roberto, Junior Baiano, Dunga e Roberto Carlos; Zé Elias, Bebeto e Denilson; Edmundo, Ronaldinho e Romário.
Tem de assistir ao programa do Jean-Paul Gaultier no Euro Channel e dar uma passadinha na galeria do Marcantonio Vilaça para bisbilhotar o acervo.
Tem de olhar o livro de fotos do Karl Lagerfeld, que é lindo, apesar de ter muito homem pelado pro meu gosto, reler o Machado de Assis, ler a "Bravo" e a "Caros Amigos" e, se possível, descolar o novo livro de Alain de Botton, "Kiss & Tell".
Tem de convidar os amigos para uma degustação de sorvetes Mambo Jambo e Häagen-Dazs, com direito a discussão sobre qual dos dois é o melhor, só pra depois chegar à conclusão de que ambos são ótimos.
Tem de namorar, jogar bola com a galera, dançar e escolher umas duas ou três campanhas de outras agências e criadores pra elogiar e ficar com inveja saudável.
Tem de sacar que tudo o que está na moda periga sair da moda, que ter prestígio é melhor do que ter fama e que discutir os efeitos do El Niño é um papo que torra mais do que o próprio.
E, além de tudo, tem de trabalhar bastante pra criar publicidade de qualidade mesmo, coisa que sem trabalho é difícil. E sem vida é impossível.

sexta-feira, maio 12, 2006

Com essa foto a BBDO Portugal vendeu...


O Colunista - Vasco Pulido Valente para o jornal ‘Público’

Texto: "Sem coluna andávamos todos de cabeça no chão.É a coluna que distingue os vertebrados dos amochados. Para ser livre e independente, para andar de cabeça erguida é preciso ter coluna.O PÚBLICO tem coluna, tem entre outras a coluna do Miguel Sousa Tavares, a coluna do Eduardo Prado Coleho, a coluna do Antonio Barreto, a coluna do José Pacheco Pereira, a coluna do Vital Pereira, a coluna do Eduardo Agualusa, a coluna do Antonio Lobo Xavier, a coluna do João Bénard da Costa, a coluna do...E, à Sexta, Sábado e Domingo, a coluna do Vasco Pulido Valente. "

Assina: "Coluna. Que bela metáfora de integridade." Redator: Pedro Bidarra. Diretor de Arte: João Biscaia. Agora as três melhores na nossa opinião foram, pela ordem:

" Ginga. O filme com os dribles mais desconcertantes da história do futebol."
Sexta, 21h, na ESPN.
Criação do Chico Lucas. Parabéns, Chico!!

"Existem várias maneiras de você finalizar o seu adversário. Esta é uma delas."
Mortal Kombat V. Ainda mais real com a tecnologia 4d.
Criação do Bruno Lage. Valeu, Bruno. Participou legal!

"Nova coluna Perfil."
A partir de junho, no Estadão.
Criação do Kadu das Ideia. Boa, Kadu!

E as menções honrosas vão para:

"Hannibal. Sábado, dia 20 às 22h00. "
Você não vai conseguir sair do sofá. Telecine.
Criação do Onildo Filho

"Acabe com ela, use Acnase!"
Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, consulte o seu médico.
Criação do Eu heheheh

"Venha conhecer animais que fizeram parte de nossa história."
Museu do Nazismo. De 20 a 30 de Maio no Municipal.
Criação do Zé da Rampa

É isso. Valeu, galera. Abraços,

Raul Otuzi e Henrique Tucci

quinta-feira, maio 11, 2006

Marca EhDUCA, by Commgroup

Ufa! Depois de muitos estudos e firulas, a marca do EhDUCA finalmente nasceu. E nasceu em grande estilo, foi criada por Marcelo Tomaz, diretor de projetos da Commgroup Branding.

Premiado no Maxx Feffer de design gráfico, um dos mais importantes do país, o cara é uma grande figura (em todos os aspectos).

Ótimo amigo, talentosíssimo e cheio das mil e uma utilidades: diretor de arte/ ilustrador/ designer/crítico/cartunista e humorista. Vocês não sabem o quanto. Rerererererere.

Conheçam mais sobre ele no post abaixo e no blog: www.bla-marcelotomaz.blogger.com.br.

Vale dar uma olhada no site da empresa também: www.commgroup.com.br

Valeu, Marcelão!

Evolução de marca: John Deere


Por Marcelo Tomaz

É pessoal, temos muito o que aprender com esse pessoal que trabalha, cuida e vive marca o tempo todo. Uma empresa de implementos e máquinas agrícolas não teria muitos motivos para investir em branding, teria? SIIIIIIM....teria.
Vale uma observada em todo o histórico comportamental da marca desde o seu nascimento, a forma com que é e sempre foi aplicada, suas nuances de cores e tipologia, a comunicação da marca nas décadas de 30 a 50, isso reflete a preocupação em não somente construir o crescimento econômico da empresa, mas sim, deixar claro seus posicionamentos e valores....transmitidos por quem? Quem? PELA MARCA, ORAS.

PS.: Para quem gosta de branding, design ou só quer passar o tempo vendo algumas figuras, vale uma pesquisada mais profunda na história desta empresa.

O melhor anúncio de Veja


Por Raul Otuzi

Anúncio de oportunidade da AlmapBBDO para a Antarctica. E que anúncio! Além do melhor é o mais bonito!! Uma justíssima homenagem à atriz Juliana Paes, eleita uma das 100 mulheres mais lindas do mundo, pela revista norte-americana People.

A peça mostra Juliana de biquíni em página dupla deitada, no melhor estilo pôster. Com uma imagem-chave altamente atrativa (!), traz o título: "A People acaba de descobrir o que todo bebedor oficial já sabia. Ô, pessoalzinho atrasado". O subtítulo informa: 'Juliana Paes. A musa dos Bebedores Oficiais, na lista das 100 mais lindas da revista People.'

A foto é do sortudo Valério Trabanco.

quarta-feira, maio 10, 2006

Com essa foto dá pra vender o quê?


Depois de uma semana sem o desafio, ele está de volta: o que é possível vender com essa foto? Crie um anúncio a partir dela. Para quem não conhece, sexta-feira, a gente publica o anúncio original na íntegra. Participe.

segunda-feira, maio 08, 2006

Nota 1000, Marcelo!

Esse espaço é seu. Mande sua foto e um texto de sua autoria com 1000 caracteres exatos (contando os espaços) sobre qualquer assunto, que a gente publica. Publica se for bacana e de acordo com a ordem de chegada, ok?
Escreva: ehduca@hotmail.com




Criatividade sempre, mas com propósito.

Por Marcelo Santos

Não acredito em "receitas para ser criativo em propaganda", apesar de alguns professores e profissionais pregarem "métodos infalíveis" para criar anúncios.
Acredito que todo assunto que discutimos, toda bagagem cultural que adquirimos, toda experiência que vivemos, tudo contribui para a criação.
Porém, não vale nada criar por criar, sem direcionamento.
É preciso saber sobre o que se está falando, para quem se está falando e qual a melhor forma de dizer a mensagem para que o público entenda e responda da maneira esperada. Afinal, propaganda é um negócio e se você não mostra resultados está fora.
Por isso as lições absorvidas por estudantes de propaganda na faculdade, fora as regras simplesmente “cagadas", são muito importantes para a formação de ótimos profissionais.
Então se quisermos ser publicitários de sucesso, devemos ter paixão pela profissão, talento e um bom embasamento.
Agora, se você interpretou as minhas palavras como regras, então as esqueça!

sexta-feira, maio 05, 2006

Entrevista exclusiva com André Godoi - Redator da Giovanni - Parte II


André Godoi deu o que falar com suas declarações

A primeira parte da entrevista com o André Godoi deu pano pra manga. O assunto mais comentado foi a regulamentação publicitária – diploma ou não diploma, eis a questão. Tema delicado, contrapôs opiniões divergentes. Ótimo debate.

Agora na segunda parte do bate-papo com o André, esperamos uma boa repercussão também. Com vocês, um dos criativos da campanha Viva! da Kaiser, premiado com o GP de rádio no último FIAP – Festival Iberoamericano de Publicidade.
Clique aqui e ouça: www.ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=20382

Bom proveito!

Raul Otuzi e Henrique Tucci

A campanha da Kaiser, que celebra os bons momentos da vida, é um sucesso. Revela pra gente os bastidores, como surgiu o insight criativo para essa campanha.
Objetivo: nada de bundas, piadinhas, bichinhos ou personalidades. A gente queria algo realmente novo na categoria. O Fernando e o Valdir convocaram o departamento de criação inteiro. A gente se reunia dentro da agência, fora, na casa da galera. O processo de criação, com certeza, influenciou muito no resultado. A gente se divertiu bastante. Depois de muitas rodadas de planejamento, criação e de cerveja, chegamos lá. Viva! Que tal falar sobre os verdadeiros motivos que nos levam a beber uma cerveja? Da mesinha do boteco da faculdade, da cerveja que você tomou com o seu velho, do primeiro encontro. A cerveja, na verdade, é apenas um coadjuvante desses momentos, e não o ator principal. Fazer parte do público-alvo da campanha também ajudou pra cacete. Uma curiosidade dos bastidores aconteceu na criação do primeiro filme da campanha – aquele dos rótulos que se transformam em desenho animado. O filme foi criado aos 49' do 2ºtempo, dentro de um quarto de hotel em Cannes. Eu, Valda, Fernando e Murilo. Ninguém faz idéia do que é trabalhar imaginando que, naquele exato momento, algum grupo de suecas peitudas poderia estar pulando na piscina do hotel só de relógio. A sorte é que o filme ficou massa. E a probabilidade de você comer alguém em Cannes é muito menor que faturar o Grand Prix de filmes.



Além da Kaiser, a Coca-cola também vende o otimismo, a atitude positiva em relação à vida. É uma tendência? Até que ponto esse caminho tem fôlego?
Campanha dizendo para você aproveitar mais a vida é o que a gente mais vê por aí. Está lá escrito na cartilha de todo fuckin' marqueteiro bitolado que fez MBA e se acha o máximo. O problema é que nem sempre o produto é coerente com a mensagem. Por exemplo, fica difícil acreditar quando um banco pede para você trabalhar menos. Ha ha ha. Me poupe. E outra, você não chama o futuro amor da sua vida para tomar um refrigerante no barzinho. Desculpe o trocadilho, mas essa não cola mais.

Cite uma campanha que você gostaria de ter criado. Por quê?
Queria ter feito a campanha "Não é nenhuma Brastemp". Dispensa qualquer explicação.

Os medalhões todo mundo conhece, por isso cite alguns profissionais de criação da nova geração que você admira.
Fernando Nobre, Gustavo Diehl, Carlinhos Shleder, Fernando Campos, Daniela Ribeiro, Theo Rocha, Wilson Mateos, Rodrigo Senra, Max Geraldo, Murilo Lico, João Linneu, Fábio Brandão, Guy Costa, João Caetano, Keka Morelle, Rodrigo Leão, Laura Esteves e Ícaro Dória. Se eu fosse mostrar a pasta hoje, ligaria pra essa galera.

TV, rádio, revista, jornal, mídia exterior... Para qual meio você prefere criar. Por quê?
Títulos. Cada título é um raciocínio diferente. Cada título é uma idéia nova. Faço títulos mesmo se o job for de filme, rádio, pdv, internet ou cartão de aniversário.




Reparem nesses títulos aí de cima, o cara manda bem ou não?

E o “no advertising”, qual a sua relação e envolvimento com internet, promoção, marketing direto, endomarketing?
O formato pouco importa. O foco está na idéia, na criação. Depois você dá o formato que quiser. Se é advertising, no advertising, internet, promoção, below-the-line, underwear's manager, zembers planejators, deixei de saber. Esses nomezinhos só servem para vender livro de auto-ajuda empresarial.

A idéia é o que vale mesmo. Mesmo que seja visual.

Se pudesse mudar qualquer coisa na propaganda, o que seria?
O monopólio da Globo. As agências, hoje em dia, ganham dinheiro com mídia. Criação é brinde. Que venham os bureaus de mídia. Agência de propaganda tem que vender propaganda. Você já reparou nas estruturas das agências hoje em dia? É bizarro. Tem gente que acha que os salários dos criativos diminuirão com isso. Eu já acho que quem vai se dar mal são os donos de agência. Principalmente aqueles que nunca sentaram a bunda na cadeira pra criar uma campanha.

Dê um conselho que vai mudar a vida de quem está começando.
Se você não está se divertindo no trabalho, mude de trabalho.

Job para você: como você gostaria de ser lembrado? Crie uma frase para ser colocada em sua lápide.
Job? Quero mais prazo. No mínimo, mais uns 70 anos.

Espaço livre: diga qualquer coisa, sobre qualquer assunto que você acha importante e que nós não perguntamos.
Não confunda politicamente correto com politicamente pentelho. Os chatos estão querendo descontar suas frustrações sexuais em nós. Fio-terra neles. (Espero que o Procon não me processe por causa desta declaração.)

Para finalizar, duas perguntas que são a essência do nosso Blog: o que é duca para você? E o que educa?
Ganhar é duca. Não ter medo de errar educa.

Tchau, André Godoi. E obrigado.

O melhor anúncio de Veja


Por Raul Otuzi

Anúncio de página dupla da McCann para o Mastercard. Fugiu do lugar-comum, com aquelas fotos manjadas de life style. A direção de arte apelou para o artesanato para vender a popularidade dos cartões. O texto é todo poético, singelo. Em tom confessional uma cliente conta a história da florista Dona Jô.

Dona Jô é uma viúva
Muito talentosa
Basta adubar a terra
Que dali nasce uma rosa

Flor igual de Dona Jô
É difícil de encontrar
Toda vez que vou até lá
R$ 20,00 com Mastercard

Dona Jô ganhou estátua
E virou nome de praça
Ter um dom que vem de berço
É coisa que não tem preço


Assina: "Cartões de crédito e débito Mastercard: de Norte a Sul do Brasil, você pode confiar, em tudo que é lugar todo mundo vai aceitar."

Para ver mais gêneros de poesia popular, vale o clique: www.revista.agulha.nom.br/rmarcelo13.html

quinta-feira, maio 04, 2006

Deu na BBC.















Seu mundo é real ou virtual?

Por Henrique Tucci.

A vida não é um jogo. Essa afirmação, que muita gente já ouviu por aí, está ficando absurdamente antiquada. E até inadequada. Afinal, já tem muita gente ganhando dinheiro de verdade só no mundo virtual.

Recentemente foi lançado um cartão de débito, do mundo real, como esses que você tem aí na sua carteira, que permite que jogadores gastem dinheiro ganho no universo virtual. O cartão pode ser usado em caixas eletrônicos no mundo todo para converter dólares virtuais em moeda real. Quem está oferecendo este serviço são os desenvolvedores do Projeto Entropia, um jogo on-line do tipo role-play que tem uma economia que se assemelha à do mundo real.
Só para se ter uma idéia de como essa brincadeira está ficando séria, no ano passado, um resort criado e construído neste mundo virtual movimentou cem mil dólares. O negociador foi Jon Jacobs, que participa do Entropia com o personagem “Nerverdie” ou “Nunca morre”. Neste momento está sendo desenvolvida uma boate virtual onde poderão ser vendidos a outros jogadores clipes e músicas de grandes gravadoras.

O fundador do Projeto Entropia, Jan Welter, afirma: “Estamos quebrando a barreira entre a realidade virtual e o mundo real”. O Projeto Entropia é um dentre muitos jogos conhecidos como MMORPGs ― Massively Multi-player Online Role-Playing Games – jogos do tipo role-play para múltiplos usuários on-line. Esse tipo de jogo permite que as pessoas habitem um mundo virtual como um personagem a sua escolha. No Entropia, estes avatars, como são conhecidos, vivem suas vidas virtuais em um planeta chamado Calypso que tem dois continentes com cidades que crescem rapidamente.

A versão básica do jogo é gratuita. Mas, como no mundo real, você precisa de dinheiro para experimentar tudo que aquele Universo tem a oferecer de bom. A economia do Entropia permite que os jogadores troquem moeda real pela sua moeda, a PED – Projetc Entropia Dollars e depois façam sua conversão para o dinheiro real novamente. Veja a cotação atual: cada dez PEDs equivalem a um dólar americano.

Os jogadores podem ganhar mais dinheiro acumulando PEDs quando adquirem bens, prédios ou terrenos. Por exemplo, um jogador pode escolher ser um caçador de animais virtuais para vender peles. Com as peles, uma costureira pode fabricar e vender roupas. A companhia que desenvolveu o jogo, a MindArk, ganha seu dinheiro com a manutenção dos equipamentos que os jogadores usam na simulação, como a máquina de costura deste exemplo. Ou, se o jogador precisa continuar usando sua arma para ganhar dinheiro, também precisa pagar à MindArk para fazer sua manutenção. No ano passado, 165 milhões de dólares foram movimentados pelo jogo e os fundadores deste Universo on-line esperam pelo menos dobrar esta cifra em 2006.

O novo cartão de débito do Entropia torna cada vez mais difuso o limite entre o mundo físico e o virtual. Com ele, as pessoas podem ter acesso a seus PEDs, conseguidos virtualmente, e convertê-los em dinheiro real em qualquer caixa eletrônico. O cartão também permite fazer transferências, saques e depósitos e até ver extratos.

E o jogo já tem seus especuladores. Um jogador da Austrália comprou uma ilha e ganhou dinheiro vendendo terrenos para construção de casas e cobrando taxas para caça e mineração. A venda da ilha entrou para o livro de recordes Guinnes como a maior transação já feita com dinheiro virtual.

Você já pode acordar cedo, colocar seu terno e ir pra frente do computador. Agora só falta a Forbes lançar sua lista com os 500 maiores empresários do mundo on-line.

E você? Já pensou no seu próximo negócio virtual da vida real? Conte pra gente o que você faria para ganhar dinheiro no seu mundo virtual.

Conheça o Projeto Entropia: http://www.entropiauniverse.com/en/rich/5000.html

terça-feira, maio 02, 2006

Criatividade. O céu não é o limite







Por Raul Otuzi

Ver a vida de outros ângulos é fundamental para a postura criativa, você sabe. Mas como anda a sua? Ereta, homo sapiens, na altura dos seus olhos? Mude o foco, incline-se, levante o queixo. Qual foi a última vez que você procurou idéias no chão? E no céu, quando foi?

Pense a respeito. E veja mais, tudo além do seu redor, além do 360º, tridimensional. Aqui estão dois exemplos de campanhas vindas das alturas.

A primeira campanha é da Young Rubicam para o mercedes conversível. Título: "Novo Mercedes-Benz SLK. O mesmo mundo, de um jeito diferente." Redação: Felipe Gall. Direção de arte: Marco Mattos.

A segunda campanha também é da Young, mas de Portugal. Conceito: "Dan up. Até a última gota." Redação: Gonçalo Viana. Direção de arte: Fábio São Pedro.

sexta-feira, abril 28, 2006

Entrevista exclusiva com André Godoi - Redator da Giovanni, FCB


André Godoi

Depois de uma bela estréia com João Carrascoza, o EhDUCA não poderia perder o pique. Por isso dessa vez, eu e o Tucci entrevistamos André Godoi, redator da Giovanni, FCB. Além de ser ótimo com as palavras e capaz de frases, sacadas desconcertantes, o Pira (que é como eu o conheci nos tempos em que trabalhamos juntos na ETCO) é uma das pessoas mais carismáticas e sangue bom que já tive o prazer de conhecer. Gente boa mesmo, sem nenhuma frescurite. Simples, bem-humorado e com muito talento, ele começou como Atendimento na ETCO, e depois foi Redator na Propaganda Registrada, Bates Brasil e agora, como já dissemos, está na Giovanni,FCB. Graças a Deus e para o bem da propaganda, ele deixou a área de atendimento.

Com vocês, a primeira parte da entrevista com André Godoi, o grande Pira. Semana que vem, tem mais. Valeu! Raul Otuzi e Henrique Tucci.

Para começar, conta um pouco como você começou na carreira. Quando descobriu a vocação para a criação?
Conhece o Rodrigo Leão? Pois é, em janeiro de 2000, essa figura, diretor de criação da Propaganda Registrada, me ofereceu um estágio como redator.
– Mas, Rodrigo, eu sou atendimento do Magazine Luiza.
– Quando você começa?
– Dia 5.
Nunca tinha pensado em trabalhar na criação. Sério, não fazia a menor idéia de como se criava um anúncio. Talvez exatamente por isso ele tenha me dado a vaga. O certo seria chamar um estagiário ninja com um portfólio fodão debaixo do braço. Mas o Rodrigo deve ter pensado: "- Já tiveram essa idéia." Não acredito muito nesse troço de vocação.

Você não fez faculdade de publicidade e mesmo assim é um profissional de sucesso. O que você tem a dizer a respeito disso?
Ninguém aprende a criar numa sala fechada com um professor cagando regras na sua frente. Você até aprende muita coisa útil. Mas nada que um bom livro de propaganda não entregue também. Eu cursei economia e administração de empresas simplesmente por não fazer idéia do que eu realmente queria fazer da vida. No final das contas, a minha escola de verdade aconteceu do lado de fora do campus. Dentro da República Aurora (meu lar na época da faculdade), no bar em que eu era DJ (e garçom às vezes), no grupo de teatro e nas tantas roubadas que a gente se mete na vida. Não existe um método para criar. A palavra método não orna com criatividade. O que existe é uma postura criativa. Você só precisa de muita curiosidade, tesão e meia dúzia de neurônios.

Criação para varejo. Qual a sua experiência e opinião sobre o assunto?
Na Registrada, o job mais mico era uma conta de varejo: concessionária de carros. O cliente era tosco, não tinha prazo e ninguém queria fazer. Ótimo. Ninguém quer? Eu quero. Me dá aqui. Todos. Resultado: o meu estágio acabou e se transformou em emprego. Fazer varejo é ducaralho. É dinâmico. Você cria e amanhã tá na rua. Você está o tempo todo aprendendo e se desafiando para criar algo realmente novo e relevante para o consumidor. A gente faz muito varejo aqui na Giovanni: Fiat, Intelig Telecom, Submarino, Disney. E os jobs de varejo são tratados com o mesmo carinho que os institucionais. Anúncio criativo da Nike, você vê em qualquer pasta de estudante. Agora, campanha do Supermercado Cavalinho boa, criativa e com resultado de vendas… aí não é pra qualquer pançudo.



Um anúncio seu para a Harley Davidson foi para Cannes, como é a sensação de criar para uma das marcas mais desejadas do mundo e ainda por cima fazer bonito no maior festival de publicidade da Terra?
Tá na moda dizer que prêmio de criação só serve para massagear o ego dos criativos. Bom, pra mim funcionou um pouco diferente. No mesmo ano em que a campanha de Harley foi pra Cannes, eu tive a oportunidade de participar do festival como Young Creative. Foi sensacional ver um trabalho meu competindo com centenas de peças incríveis. É importante a gente se sentir assim. Motiva. Afina o critério. Faz você querer voltar logo pra agência e produzir campanhas mais fodonas. E é essencial até para mostrar para o cliente que ele acertou em aprovar aquela idéia ousada. Claro que não dá para avaliar um profissional de criação pelos prêmios que ele ganhou. Isso é passado. Nossa profissão é muito maior e mais complexa que isso. Aliás, se fosse depender dos prêmios que eu ganhei em propaganda, eu tava fodido.

Qual o posicionamento da Giovanni? O que ela tem de diferente das outras agências em que você trabalhou?
O grande diferencial da Giovanni atualmente chama-se: Fernando Campos, Valdir Bianchi (Diretores de Criação), Ulisses Zamboni (VP de Planejamento) e suas respectivas equipes. Uma agência de propaganda é feita de pessoas que criam. E não de escritórios moderninhos e computadores caros. Portanto, se você trabalha em uma agência, independente do departamento, e não usa a criatividade, fique esperto.

Como é a rotina da criação dentro da agência? O que é mais motivador nesse dia-a-dia?
Obrigado por usar a palavra rotina na pergunta. A rotina é a inimiga número 1 da criatividade. Rotina nos incentiva a ligar o automático e deixar a inércia fazer o serviço. Infelizmente, ainda não temos um modelo de agência no Brasil que tenha questionado isso. O mundo está na era da criatividade, e as agências brasileiras na era industrial, da linha de montagem fordiana. Temos que parar de grampear o briefing naquele maldito envelope pardo. Eu até hoje não entendi essa merda. Os donos de agência derrubaram as paredes dos escritórios, mas esqueceram de arrancar a burocracia de lá. E digo mais, só derrubaram as paredes por um único motivo: ficou mais barato. O que mais me motiva nesse dia-a-dia? É saber que os meus diretores de criação têm a mesma opinião que a minha sobre este assunto.


Existe alguma mania, método, mantra que você evoca para criar?
Gosto muito do silêncio nessas horas. Com intervalos de muito barulho para relaxar.

Fale de algum hobby que você tem, e de como ele te ajuda a criar. Quando surge uma trava criativa, o que você faz?
Tá. Vou citar duas atividades que têm feito um bem danado pra mim: ioga e teatro. Na verdade, tudo o que a gente faz para se desligar do dia-a-dia, ajuda no processo criativo. Hobby, hobby mesmo, eu não tenho nenhum. Não coleciono selos, moedas, bonecos de chumbo e não tenho a menor aptidão para montar aviõezinhos da 2ª Guerra. Em relação à trava criativa, varia muito. Teve um caso clássico na Registrada em que o desespero me levou à padoca da esquina. Sim, eu tomei um rabo-de-galo às 9 da manhã. Não adiantou nada. Só me deu uma baita azia.

Com essa foto a JWT da Argentina vendeu...


Financiamento Ford

Como aliás o Estragador de Surpresas adiantou:

Título: "Ford Credit. The second easiest way to get your new Ford. $139 x month." (Financiamento Ford. A segunda maneira mais fácil de conseguir seu carro zero.)

Agora as três melhores na nossa opinião foram, pela ordem:

"Complexo de Édipo? Freud explica."
Exposição Freud no Brasil. Os maiores nomes da psicologia discutindo Freud. MAM Rio de Janeiro.
Criação do Machado-RJ. Parabéns, Machado! Segundo lugar na última semana, primeiro nessa!

"Faça Mackenzie ou encontre outro jeito de vencer na vida."
Criação do Duda Oliveira. Boa, Duda! Mais uma.

"Antes da sobremesa, agradeça."
A+ Clube das Mulheres. Só para ela.
Criação do Jaime Ohana. Valeu, Jaime. Mandou bem.

As menções honrosas vão para as participações de qualidade e quantidade do Jão, do Jorge e da Fernanda. Valeu, galera.

Semana que vem tem mais. Abraços,

Raul Otuzi e Henrique Tucci

O melhor anúncio de Veja


Por Raul Otuzi

Ok, ok. Estou atrasado. Mas é que a semana (para variar) foi hard de trampo. Mas vamos lá, o melhor anúncio de Veja dessa semana é da Fallon SP para o Citibank. Bem bacana, faz parte da campanha das peças postadas abaixo. O bom também é que tem texto e por isso podemos perceber nitidamente as fases do discurso retórico proposto por Aristóteles:

1. EXÓRDIO. Para despertar o interesse, simpatia, eles mostraram preocupação com o filho do leitor. Mergulharam no dia-a-dia corrido do homem moderno, que em busca de dinheiro fica sem tempo para nada, inclusive para jogar bola com o filho. Título: "Seu filho também não gosta quando o craque favorito dele só pensa em dinheiro."

2. NARRAÇÃO. Nesse momento de discorrer sobre a idéia central do anúncio, eles afirmaram com propriedade: "Dinheiro é ótimo. Mas não pode monopolizar seu tempo, porque existem várias outras coisas ótimas à sua espera."

3. PROVA. Para provar que a afirmação é verídica, motivo de concordância e que eles estão do lado do cliente, mostraram seus atributos: "Por isso, quando você precisa de nós, fazemos tudo para resolver, pessoalmente ou pelo Citiphone Banking e terminais 24 horas no Brasil e no exterior."

4. PERORAÇÃO. Na última fase, na hora de realmente ganhar o cliente, eles concluiram o raciocínio com ênfase: "Assim seu tempo rende e sua vida idem." Depois de mostrarem-se desejados, chamaram para a ação: "Para ser cliente Citibank, ligue: 0800-727-2484."

A redação é do Leandro Lourenção e a direção de arte do Edinaldo Cebolinha Fernandes, com direção de criação do espetacular Eugênio Mohallem.