sexta-feira, janeiro 06, 2006

Marquinhas de sol marcam o consumidor



Título do primeiro: "Galinhas nunca ficaram tão gostosas em um microondas". Do segundo: "120 minutos grátis nos finais de semana." Recebemos da Marcella, por e-mail, mais esses dois anúncios que utilizam 'marquinhas de sol', como apelo gráfico para atrair os consumidores.

Contraste, gente, contraste. Esse pode ser um recurso visual bastante útil na próxima vez que você tiver um briefing em mãos. Só não use em demasia, para não se... queimar, ok?

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Marcas de biquíni (sol) chamam a atenção e vendem

Por Raul Otuzi
Rio-Miami-Rio
todos os dias.
Cliente TAM.
DM9.
Criação: Marcela Pagano/
Felipe Massis/
Alexandre Harakawa








Título: “Bloqueador Sun Avon. Para quem não agüenta ficar muito tempo no sol.”
DPZ. Redação: Carlos Schleder. Direção de arte: Ana Paula Figueiredo


Título: "Para ter um verão de verdade, exija estas marcas. Havaianas. "
Almap. Redator: Alexandre Gama. Dir_arte: Newton Bento


Contraste. Eis o motivo. A oposição acentuada entre o claro e o escuro se sobressai perante os nossos olhos. Tem impacto, evoca nosso olhar. E daí, se o conceito é bom. Bingo. Estamos fisgados, de público-alvo passamos a consumidores.

Agora, as marquinhas de sol têm ainda outra vantagem: o da sexualidade. Ou seja, é o contraste visual aliado ao apelo sexual. Dupla força de atração. Querem mais? Eu quero. Já que o assunto é sol, que tal dar as caras, hein, astro rei? Adeus, chuva!

E o melhor anúncio de sutiã up é...


No post de 9 de dezembro, perguntamos também qual era o melhor anúncio de sutiã (dos três postados), que levanta e aproxima os seios. Em primeiro lugar, ganhou o da Liz, com 9 votos.
A peça é de 2003, criação da Almap. Redator: Marcelo Nogueira. Dir_arte: Alexandre "Rato" Pagano.

Em segundo lugar, ficou o do crucifixo, com 5 votos. (Não temos a ficha técnica.)

E em terceiro lugar, o anúncio da dobra: 4 votos. A peça é de 1995, criação da DM9, nos bons tempos do Nizan. Título: "A dobra da revista é só pra dar idéia do que o sutiã Double Effect faz com você." Redator: Carlos Domingos. Dir_arte: Roberto Cipolla.

Nossa análise: primeiro lugar justíssimo. O contraste visual (vamos falar mais disso) chama a atenção, atrai o interesse e desperta o desejo de ter o produto logo, porque passa o benefício de cara, na hora.

Só não concordamos com o segundo e o terceiro lugares. Inverteríamos a ordem. O do crucifixo é genial, mas semiótico demais, para publicitário ver, como alguns comentaram. O da dobra da revista dá o recado de forma mais rápida e acentuada. Salta aos olhos.

Ninguém fez um anúncio melhor que esses


Sexta-feira, 9 de dezembro, a gente postou um desafio, criar um anúncio para o Sutiã Up (nome fictício). Idéia a ser comunicada: aproxima, levanta e aumenta os seios. Como referência tínhamos os três anúncios aí de cima.

Bem, recebemos só dois e-mails com propostas de solução criativa. Mas ambos tinham apenas texto, sem layout, nada. Das duas uma: ou ninguém entra nesse blog ou ninguém conseguiu fazer um anúncio bacana.

Quem quiser provar o contrário, o endereço taí: ehduca@hotmail.com. Se vier coisa boa até segunda, a gente publica. Se não, morreu o assunto.

A lei do contraste simultâneo das cores

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Livro de Michelle Eugéne Chevreul e editado em 1839. Nesta obra, Chevreul expõe o seu estudo sobre a percepção das cores em simultaneidade.

Chevreul tirou diversas conclusões, que podem ser verificadas facilmente por observação. Por exemplo, concluiu que uma cor fria e uma cor quente justapostas se exaltam simultaneamente.

Assim como uma cor quente com uma cor quente se esfriam, ao contrário de duas cores frias, que se aquecem. Uma cor clara num fundo escuro fica mais viva e o cinzento ganha a cor complementar à que lhe está justaposta.

Este trabalho influênciou muitos artistas e estudiosos, como o pintor Georges Seurat.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Com essa foto a Talent vendeu...


O pay-per view do Brasileirão 2005 na NET.

Muita gente já tinha visto o anúncio, mas mesmo quem não viu chegou perto do conceito, e propôs soluções criativas para a própria NET ou para a Sky. Desses, destaco o título: "Sky. Imagem sem chuva na sua sala." Simples e direto. Ok, Fernando.

Outro:
"Existe um jeito muito mais divertido de se molhar da cabeça aos pés. Wet'nWild. O melhor parque aquático do mundo." Pertinente, instiga as pessoas. Valeu, Visceral.

Agora, para mim, o melhor é:
"Futebol na rádio CBN. Onde as palavras valem mais que mil imagens." Conceito adeqüado, relevante e criativo (inverte o senso-comum). Parabéns, Machado - RJ.

Claro, que vocês podem e devem ter opiniões diferentes. Mas é assim mesmo. Quando o briefing é passado ao contrário os pontos de vistas são ainda mais divergentes. Vale a troca de idéias. Abraços,

Raul Otuzi

terça-feira, janeiro 03, 2006

A melhor campanha de fim de ano






Por Raul Otuzi

A Talent mandou bem na campanha de fim de ano para o Banco Real. Com o objetivo óbvio de passar uma mensagem de otimismo, o tema adotado foi: “Faça algo de real pela sua vida.” O texto tem uma métrica interessante, vende a necessidade de sermos mais dinâmicos, como por exemplo: "Não basta você amar a sua mulher. Precisa dizer para ela de vez em quando."

Mas o que mais chama a atenção é a estética, recheada de ilustrações zen, que evocam a natureza, palavras decoradas que lembram arabescos. Aliás, essa é uma tendência visual forte, usada pela Wieden & Kennedy no seu filme 'Grrr' para a Honda (vencedor do Grand Prix no festival de Cannes 2005 - www.dandad.org/awards2005/entry.asp?entry_id=V_13895)
e pela Almap para as Havaianas em sua campanha verão 2006, só para citar duas.

Esse seqüencial de oito páginas saiu na Revista Época, que tem como título de capa o emblemático: SORRIA!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Com essa foto dá pra vender o quê?


E já que chove chuva, exercitem a imaginação e criem um anúncio a partir dessa foto aí de cima. Qual o conceito é possível extrair dela? Pensem. Vamos chover no molhado, as alternativas são inúmeras. Na quarta-feira, a gente publica a foto sem cortes, com o título e a marca do cliente.

Faça chuva ou faça sol, criatividade sempre

Por Raul Otuzi

Comecinho de ano. Não sei aí, mas aqui em RP está chovendo que é uma beleza. Por isso, peguei carona neste assunto para entrar em 2006 reforçando que em criação publicitária tudo pode ser qualquer coisa, qualquer coisa pode ser tudo. Basta imaginar. Chuva, por exemplo. Serve para vender uma infinidade de produtos, serviços, campanhas sociais. Para ilustrar, vejam as cinco peças que postei. Clientes diferentes, abordagens diferentes, mas um ponto em comum: a chuva como gancho de criação. Seja na imagem, seja no título. Vejam. Algumas são bem conhecidas.



Banho de criatividade em mídia exterior. Em vez de estragar os painéis, quando chove a mensagem fica completa, potencializando a comunicação. Isso que é usar as intempéries do mau tempo a seu favor. A campanha contra a dengue alerta para não acumular água em casa, a campanha da Playboy da Alemanha incita: rapazes, rezem para chover. Rezemos.

Anúncio da McCann Rio para a Mobil. Título: "Motos já foram usadas em muitas guerras. Contra os alemães, contra os ingleses e contra o tédio." Redação: Pedro Prado e Renato Jardim. Direção de arte: Frederico Vegele.

Mais um da Almap para as Havaianas. Título: "Repita o mantra. 'Não vai chover'... 'Não vai chover...' Havaianas Flash." Esse aí tem a redação de Cássio Zanatta. Direção de arte: Danilo Siqueira / Marcus Sulzbacher.

Clássico da propaganda. Anúncio de 1988 para angariar fundos para o Pelourinho. Direção de arte: Kélio Rodrigues.Texto de Nizan Guanaes (show), com direção de criação de (clap! clap! clap!) Washington Olivetto, na época em que trabalharam na W/GGK. Quem não conhece, é obrigatório: clique www.dpto.com.br/historia/aulared.php e leia o texto. Ah, e veja os outros anúncios da campanha. Imperdíveis!

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Um 2006 duca!

Quero desejar a todos um 2006 repleto de felicidade e realizações. E aproveito para deixar também um grande e público abraço ao meu amigo Raul, companheiro de profissão, de giz e de blog. Um profissional brilhante e uma amizade sem igual, que se revelou através de nossa profissão. Não montei nenhum texto de fim de ano porque suas belíssimas palavras no post anterior representam muito bem o Ehduca e dispensam qualquer esforço meu.
E por falar em esforço dispensado, aviso que estarei fora por uma semana. Mas fiquem tranquilos. O Raul com certeza vai manter todos vocês cheios de informações e textos maravilhosos.
Em 2006 estaremos juntos investindo ainda mais neste espaço para que ele se torne um verdadeiro ponto de encontro de comunicação.
Um sincero abraço e um 2006 duca para todos!
Tucci

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Quando você se olha no espelho.

Por Raul Otuzi

Essa é a nossa mensagem de fim de ano para vocês.

Quando você se olha no espelho
você não pode ver você.


Você tem que ver o mundo.
Todo ele.
Esse mesmo que nós conhecemos.
E um outro melhor, que você imaginar.
E mais uns três ou quatro diferentes,
que você mesmo cria aí na sua cabeça.

Quando você se olha no espelho
você não pode ver você
porque você é mais do que você:

Você é um mundo de possibilidades.

E se você olhar para o espelho e só ver
rosto, boca, nariz, olhos, barba, rugas, peito ou peitos
(sei lá se você é homem ou mulher,
que idade tem, qual o tamanho do seu espelho),
você vai ver muito pouco.

Não que você seja pouco.
É justamente o contrário:
Você é muito mais.
Por isso,
tem que enxergar mais.
tem que se enxergar mais.

Quando você se olha no espelho
tem que ver além do seu corpo,
tem que ver a sua alma.

Mas só isso ainda não basta.

Da próxima vez que você se olhar no espelho,
que não seja só para se arrumar,
espremer espinhas, pentear o cabelo.

Da próxima vez que você se olhar no espelho,
que seja com os olhos atentos e o coração puro,
cheio de orgulho e esperança.
Que assim seja e que então você veja:
Asas.
Palmas.
Festa.
Fé.
Música.
Milagre.
Mágica.

Que você veja:
Tudo o que você puder,
Tudo o que você quiser.

Um ano duca para você.

Previsões EhDUCA para 2006 - Parte II

Almap; F/Nazca; Dm9; Lew,Lara e Giovanni,FCB, não necessariamente nessa ordem, serão as agências que mais crescerão no País em 2006.

F/Nazca vai criar um filme fabuloso pra ela.


A Talent vai continuar sendo 'a agência' de planejamento do País.

Se Francucci continuar, a JWT será a mais premiada em Cannes.

Vai ter leão brasileiro em Cannes, com peça fantasma.

O vencedor do novo Big Brother ou vai posar pelado ou vai escrever um livro ou vai dizer que quer virar artista de novela ou vai virar garoto-propaganda ou tudo isso junto. Depois, só vai participar do Programa do Leão, na Band.


No carnaval, duas marcas de cerveja invadirão a mídia com jingles frenéticos, que serão hit nos trios elétricos de Salvador.

No Dia Internacional da Mulher, teremos 8.739 peças publicitárias destacando a importância, a força e a sensibilidade da mulher.

A exemplo de 'Atchim! Resprin.' 'É gripe? Benegripe!' 'Para ficar legal, o melhor é melhoral.' 'Apracur pra curar! Pra curar, Apracur!', etc, etc... perto do inverno, teremos mais um analgésico que vai tentar emplacar um bordão. Ão, ão, ao esse aí é campeão.

A promoção de vendas, a propaganda on line e o marketing direto vão continuar crescendo e roubando participação da propaganda dita convencional no chamado bolo publicitário.

O repórter Vesgo vai virar garoto-propaganda de alguma academia de boxe, depois de tomar mais uma bifa de algum artista inconformado com suas gracinhas.


Com isso, o Pânico vai consolidar a sua audiência na TV.


Milton Neves vai deixar de apresentar programas esportivos para se especializar de vez em programas de merchandising.

Pelé vai aparecer como garoto-propaganda da Coca-Cola na época da Copa. Isso se o filho Edinho não se envolver mais em nenhuma bobagem.

Também na época da Copa, vai entrar no ar um comercial ironizando a seleção da Argentina em prol da seleção brasileira.


Mas a onda politicamente correta vai continuar. O Conar vai bater recorde de reclamações. Vão reclamar do uso de celebridades, do uso de mascotes, do abuso de cores, do excesso de frases, da utilização de música, na propaganda.

Saia da Rotina. A Intelig vai ter que reavaliar toda a sua estratégia de comunicação para ganhar a simpatia dos consumidores.

Quatro ou cinco grandes anunciantes mudaram de agências. Não daremos nomes por respeito aos familiares. De ambos. Agências e anunciantes.

Quatro ou cinco grandes anunciantes mudarão seus slogans e, num rompante contra a mesmice, as palavras mais usadas serão: “Você”, “Vida”, “Feliz”.

A Daspu,
grife de prostitutas criada esse ano
e inspirada na famosa Daslu,
vai virar case de branding.

É isso. As nossas principais previsões para o ano que vem são essas, uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos ou situações será mera coincidência. Rêrêrê.

Valeu, galera! Viva o bom humor. Um forte abraço do Raul Otuzi e do Henrique Tucci para vocês. Ano que vem a gente volta. E com muito mais.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Previsões EhDUCA para 2006 - Parte I

Imaginar cenários e projetar o futuro faz parte do dia-a-dia do publicitário. Por isso, aqui vão as principais previsões do EhDUCA para 2006. Umas mais sérias, outras nem tanto. Umas baseadas no senso comum, outras na experiência pessoal, em fontes fidedignas. Mas todas, graças ao binômio clichê/oportunidade, com altíssima possibilidade de se concretizar. Quem viver verá. Vamos a elas:

A Almap vai continuar fazendo um trabalho bárbaro para as Havaianas.

A W vai ressuscitar mais uma música do cancioneiro popular brasileiro para a Rider (e se for do Roberto Carlos, a artista vai aparecer no seu especial de fim de ano da Rede Globo). Sucesso!

O Lula vai perder as eleições, apesar do criativo mote: “Lula aqui”.

O PSDB vai eleger o novo presidente com um posicionamento genial: “Chegou a hora de mudar o Brasil”.



Marcos Valério vai virar comentarista político de um novo programa comandado por João Kleber, possivelmente na Rede TV.



Gugu vai alavancar a sua audiência com uma grande novidade: a escolha da ruiva do Tchan. Carla Perez e Sheila Carvalho aparecerão em alguns programas com o cabelo pintado de vermelho.

Graças ao nosso futebol, a brasilidade vai estar mais presente do que nunca na propaganda. E a exemplo do que ocorreu na Copa passada a maior briga deve ficar entre a AMBEV e a Coca-cola.

‘Ninguém faz igual’. Se o Guaraná Antarctica continuar com essa linha chocha de campanha vai continuar perdendo mercado para o Kuat, que está construindo uma imagem de marca mais moderna.

O mascote Assolan vai aparecer na TV dançando uma música que tem como tema a Copa 2006.

O mascote Assolan vai aparecer na TV dançando uma música popular de sucesso. Latino de novo? Apostamos no KLB. Ou Sidney Magal.

A Casas Bahia vai continuar sendo o maior anunciante do país e dominando a mídia com seus garotos-propaganda que vendem tudo pelo menor preço, com as melhores condições, as melhores ofertas, os melhores planos de pagamento e os melhores prazos. Ufa!

Apesar da forte investida da Brahma na Copa do Mundo, a Skol vai continuar dando um banho na concorrência, na badalada guerra das cervejas.


O grande Faustão vai ancorar uma grande promoção para uma grande marca tendo como mote a grande Copa do Mundo. "Ô loco, meu!"


Carlinhos Moreno vai chorar (de verdade) no comercial que vai marcar a sua volta à frente da Bombril. E isso vai render releases e mais releases. E propaganda gratuita para os lenços Scotch.

Salários no mercado publicitário devem aumentar entre 4% e 6% em 2006. Segundo um estudo de salários realizado pelo jornal especializado norte-americano Advertising Age.

Gostaram? A última previsão é boa e do nosso extremo interesse, hein? Mas veja bem: quem fez essa previsão foi o Advertising Age. Se não rolar um aumento para o lado de vocês, não temos nada com isso. Nadinha.

Até mais e aguardem a parte 2 das nossas previsões para 2006.

terça-feira, dezembro 27, 2005

E o melhor slogan de 2005 é...

Parece que o tom arrojado deste slogan da F/Nazca caiu no gosto da galera. Dos 22 votos válidos (gente que votou só uma vez, em slogans deste ano), tivemos 7 votos para o Unibanco, ou seja, 31,8%. Mais do que o dobro do segundo colocado. Lavada. Mas se tem quem goste, tem quem odeie. Muitos acham terrível, uma negação contra a própria categoria. E daí? É um slogan provocativo, desafiador. Por isso incomoda. Diferencia. Cutuca. Diante dele é mesmo impossível ficar indiferente (só para citar mais um slogan, este do Fiat Palio). E propaganda é feita para isso mesmo, não é? Despertar reações, atitudes. Afinal, já dizia a Bíblia: “Seja quente ou seja frio. Não seja morno que eu te vomito.”

Em segundo lugar, com 3 votos cada (13,6%) ficaram empatados:
Gol. Porque viajar de outro jeito se você pode voar?
Coca-cola light. A vida é você quem faz.
O slogan da Gol nós já elogiamos aqui. É muito bom. Na veia. O da Coca light também é bacana, com sua proposta de encorajar as pessoas. Mas desconfiamos que o comercial Aplauso é o grande responsável por esta escolha. Mais do que o slogan em si.

Em terceiro lugar, com 2 votos cada (9,09%), tivemos:
Fiat Idea. É hora de você ter um.
Sagatiba. A cachaça além da cachaça.
Terra. Qual é a sua?
Três bons slogans, mas que também tiveram apoio maciço da mídia. Aí a campanha é que ganha força. O Fiat Idea usou e abusou de mil e uma peças, inclusive na Internet. A Sagatiba lançou mão de teasers inteligentes para ganhar mais impacto. E o Terra com a música cantada pelo Arnaldo Antunes grudou no ouvido da moçada.

Tivemos ainda, com um voto cada (4,54%):
Brahma. Olé.
Coca-Cola. Viva o que é bom.
Kuat. Esse sabor pega.

E o resto? Bem, o resto ficou só assistindo. Até a NET TV a cabo, que não estava na lista foi lembrada com o slogan: o mundo é dos Nets, enquanto outros mais famosos foram ignorados. O slogan do Peugeot 206 SW a gente já esperava por causa do baixo recall de marca, mas grandes anunciantes como Banco Real, Volkswagen, Tam, Kaiser... sequer foram citados. Brastemp foi, mas para ser criticada. É, fica o alerta.

Por falar em crítica, o slogan do Bradesco foi o mais detonado. E aí vai o comentário da Fernanda: “O do Bradesco pode causar uma má impressão nos desatentos e analfabetos de plantão, pois o BradesCOMPLETO pode ser entendido como BraDESCOMPLETO. Tudo bem, eu sei que o certo é incompleto e estou forçando um pouco a barra, mas acreditem ou não, já ouvi alguns comentários sobre isso por aí. E, como publicitários, temos que pensar em tudo...”

Para finalizar, alguns slogans que não estavam na lista e que também foram citados:
Adidas. Impossible is nothing.
Aruba é do Caribe.
Fiat Stilo. Ou você tem ou você não tem.
Esses não são desse ano. Mas são tão bons, tão bons que continuam na cabeça e no bem-querer da gente. O que prova que um bom slogan fica, um bom slogan é o que fica.

Valeu pela participação, galera! Se os posts poderiam ser um pouco maiores em quantidade (culpa das férias, férias, êba!), na qualidade dos comentários eles foram perfeitos. Valeu mesmo!
E lembrem-se: o mundo trata melhor quem se veste bem. E quem se comunica bem. Sempre. Continuem participando.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

O melhor anúncio de Veja














Por Raul Otuzi

Brasil, meu Brasil brasileiro. Meu mulato inzoneiro. Vou cantar-te nos meus versos... Esse anúncio é povoado de mim, de você, de nós. É uma aquarela do Brasil. Mas longe de ser ufanista, é singelo. E daí vem a sua força. Força que rompe regras e tendências.

Não tem um título inteligente, aliás não tem título algum (mesmo com a propalada informação de que um título aumenta a taxa de leitura de um anúncio em até 5 vezes mais). Não tem ponto final no texto. Não tem uma direção de arte de vanguarda, modernosa. Não tem nada disso. Mas tem o principal: alma.

É um anúncio clássico de página dupla. A primeira com a imagem, a segunda com o texto. A imagem é uma obra dos artesãos Adriana Souza e Juliano Martins que retrata o espírito alegre do nosso povo através das suas casinhas coloridas. O texto tem uma levada poética, que encerra com o conceito: “Feliz Brasil para você.” Uma feliz união do Natal com o nosso País.

A direção de criação é de Jaques Lewkowicz e Marco Versolato, da Lew, Lara. Mas essa campanha tem dedo da W/Brasil também. Agências do mesmo grupo que dividem com extrema competência a conta da Natura. Por isso, a conta da Natura vai muito bem. Bem estar bem. Obrigado.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Qual o melhor slogan de 2005?

Rosser Reeves, autor da USP - Unique Selling Proposition, que pregava que toda propaganda devia dizer ao consumidor: ‘compre esse produto e receba esse benefício’. É dele o slogan “M&M. Derrete na sua boca, não nas suas mãos”.

E então? Qual slogan, assinatura, mote, tema de campanha, enfim, o melhor dos melhores, aquele conceito que em poucas palavras conquistou a cabeça e o coração dos consumidores do nosso Brasil, neste ano que se finda?

Vamos dar algumas opções. Afinal, 2005 foi pródigo em mudanças e novos posicionamentos. Mas isso não significa que você não pode votar em alguém que não figura na nossa lista, ok? Aqui vocês são livres. Dêem os seus votos. Comentem. Vamos às alternativas:

1. Banco Real. Fazendo mais que o possível.
Porque faz um compromisso sério com o cliente: para continuar sendo o banco da sua vida, fazer só o possível é pouco. É preciso fazer mais.

2. Brahma. Olé.
Porque depois de 6 anos de "Refresca até pensamento", a proposta é driblar a concorrência, exaltando o futebol, a alegria e a brasilidade. Tudo isso às vésperas de uma Copa do Mundo.

3. Brasdescompleto.
Porque mostra para as pessoas que um banco como o Bradesco é capaz de fazer parte de suas vidas por poder oferecer soluções financeiras completas.

4. Brastemp. Seja autêntico.
Porque após 15 anos de "Não tem comparação", essa nova leitura da marca preserva os aspectos positivos da antiga assinatura e amplia a visão, sendo mais emocional.

5. Coca-cola. Viva o que é bom.
Porque procura despertar no consumidor a consciência de que cada um pode adotar uma postura mais positiva diante da vida e, desta forma, ter uma visão mais otimista em geral.

6. Coca-cola light. A Vida é Você Quem Faz.
Porque convida o público a sair da inércia e fazer aquilo que realmente tem valor para ele. É um reconhecimento e incentivo para quem tem a coragem de tomar as rédeas da vida.

7. CrossFox. Compacto pra quem vê, valente pra quem anda.
Porque vende o espírito aventureiro de um compacto off-road, através do óbvio, versão adaptada do slogan do modelo original: “Fox. Compacto pra quem vê, gigante pra quem anda.

8. Fiat Idea. É hora de você ter um.
Porque tem apelo de venda e é versátil, deu origem à expressão "ei, é hora...", que virou bordão e sugere que está na hora de você viver mais, aproveitar mais, curtir mais a vida.

9. Gol. Por que viajar de outro jeito se você pode voar?
Porque esse tema de campanha reforça a idéia do slogan: “Gol. Aqui todo mundo pode voar”, passando a mensagem de que a Gol democratizou mesmo o transporte aéreo no País.

10. Kaiser, Viva!
Porque é simples, direto e destaca os bons momentos da vida, regados a cerveja. Além do mais, teve como ponto de partida um slogan emocional. "Kaiser: viver é a melhor coisa do mundo”.

11. Kuat. Esse sabor pega em você.
Porque ilustra o universo jovem de maneira irreverente, divertida, valorizando o sabor do guaraná e dando gancho para mostrar os ‘efeitos colaterais’ que este sabor pode provocar.

12. Peugeot 206 SW. Dirija a sua vida.
Porque busca associar o carro a momentos de liberdade, para pessoas que têm como filosofia aproveitar os bons momentos da vida.

13. Sagatiba. A cachaça além da cachaça.
Porque além de tudo contou com a força do teaser: “O que é Sagatiba?” para posicionar a bebida no mercado em uma nova categoria, passando superioridade.

14. Tam. Você nasceu para voar.
Porque vende liderança, história e aproxima a marca do consumidor, lembrando o sonho de voar que todos nós temos, incentivando as pessoas a alçar vôos e realizar sonhos.

15. Terra. Qual é a sua?
Porque abandonou o personagem ET, para trabalhar com uma linguagem mais jovem, vendendo o conceito de que todas as tribos estão no Terra.

16. Unibanco. Nem parece banco.
Porque encara com coragem as percepções negativas que os consumidores têm em relação aos bancos, mostrando problemas e assumindo o compromisso de resolvê-los, com simplicidade.

17. Volkswagen. Perfeito para a sua vida.
Porque depois de 18 anos de "Você conhece, você confia", o momento é de sintetizar os valores da montadora através de um posicionamento novo: a VW tem qualidade total, para todos.

E aí, decidiu? Bom voto e boas festas!

Quem vai ressuscitar o espírito de Natal?












Por Henrique Tucci.

O Manhattan Conection do domingo passado apresentou uma reportagem sobre uma novidade natalina e politicamente correta dos americanos. Tudo bem, mais uma. Mas essa faz a gente refletir um pouco. Os norte-americanos não estão utilizando em suas mensagens mais sinceras o tradicional “Feliz Natal”. E o motivo é simples: não seria correto utilizar um termo cristão em um país tão eclético e diversificado culturalmente como os Estados Unidos. O termo “Merry Christmas” (Feliz Natal) está sendo substituído por “Happy Hollidays”, que podemos traduzir livremente como “Boas festas”. A própria Casa Branca em suas mensagens já utiliza o novo termo, o que gerou severas críticas ao presidente norte-americano pela própria direita que o elegeu, pois ele estaria sendo covarde em não adotar o termo cristão.

Bom, turma, não custa lembrar que Natal tem o sentido de nascimento. Representa a chegada do Salvador para os cristãos. Mas tem um sentido quase universal exatamente por causa da propaganda e não da religião. Papai Noel foi inspirado em São Nicolau, arcebispo de Mira no século IV que ficou conhecido pela sua generosidade. Talvez daí venha a tradição comercial da data. Mas quem popularizou a imagem clássica do sujeito de roupas vermelhas, cinto e botas pretas foi a Coca-Cola, que em 1931 encomendou ao artista Habdon Sundblom a remodelação do Santa Claus de Nast (o artista que primeiro desenhou a figura do Bom Velhinho) para torná-lo ainda mais próximo da sociedade da época. Sundblom se inspirou em um vendedor aposentado para criar o ícone tão popular até hoje.

Vou deixar aqui minha provocação:

Uma campanha com tema natalino deixa o Natal mais comercial ou um comercial de Natal ajuda a despertar o espírio natalino?

E agora um desafio:

E se você tivesse o job de fazer um cartão de Natal para os publicitários, como seria a mensagem? Queremos ver a sua criatividade!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Para descondicionar a visão


O texto fantástico que vocês vão ler a seguir é de Otto Lara Rezende. Disse Nelson Rodrigues: "A grande obra de Otto Lara Resende é a conversa. Deviam pôr um taquígrafo atrás dele e vender suas anotações em uma loja de frases". Nós, do EhDUCA, dizemos mais: "Os criativos deviam pegar esse texto e devorá-lo sempre depois de lerem um briefing." É uma baita inspiração para que se busque a diferença. Para fazer a diferença. Pense nisso: o que você viu hoje, viu mesmo? Veja vendo.

Vista Cansada - Otto Lara Rezende

"Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: o modo de ver.”

O diabo é que de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que no cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como ele era? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a menor idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve de morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser que também ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver: gente, coisa, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, ficam opacos. Ë por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Como anda o seu modo de ver as coisas?



Por Raul Otuzi

O Tucci já escreveu aqui que "acredita na força inigualável dos títulos." Eu também.
Mas existem imagens que gritam e fazem mais barulho do que um multidão de palavras. Porque o que vale é o impacto e o poder da mensagem. Seja visual ou textual.

Vejam, por exemplo, esses dois anúncios aí de cima: O primeiro é de 1997 da DM9 para divulgar o www.valisere.com.br. Redator: Jáder Rossetto. Diretor de Arte: Pedro Cappeletti.
O segundo não sei de que ano é, nem agência, nada. Ele veio por e-mail para mim, uma semana atrás. O objetivo? Divulgar o site da playboy holandesa. Bárbaros, não são não? Precisa falar mais?

Precisar não precisa, mas como sou redator, professor e falo pra caramba, quero reforçar a importância de olhar para as coisas de um modo diferente, novo, original. Na nossa profissão, tudo pode ser qualquer coisa. Basta imaginar. Nunca mais vou olhar para o meu mouse do mesmo jeito que antes (sem malícia, gente!). Nunca mais olhem para nada vendo apenas um lado. As aparências enganam. Cabe a vocês enxergar inúmeras possibilidades. Elas existem, acreditem!

segunda-feira, dezembro 19, 2005

O melhor anúncio de Veja














Por Raul Otuzi

Belo anúncio. Mui belo. Vale pela direção de arte. A idéia de asas floridas é simples, mas dá o recado e deixa o visual muito atrativo. (ê, Almap! ê, Marcello Serpa!). Só o título poderia ser melhor, na minha opinião. Achei o jogo de palavras meio truncado. Título: "Se o seu anjinho usa O Boticário, melhor cortar as asinhas dele. Neste Natal, seja um anjo. Dê O Boticário."

Eu inverteria a ordem, faria assim: "Neste Natal, seja um anjo. Dê O Boticário. Agora se o seu anjinho abusar do perfume, melhor cortar as asinhas dele.

Dessa forma, a mensagem fica mais contundente e clara. É o que eu acho. Quem criou? Direção Arte: Luiz Sanches, Rodrigo de Almeida. Redação: Roberto Pereira, Tales Bahu. No site da Almap tem mais peças, veja lá.